This entry was posted on Março 31, 2008 at 1:59 pm and is filed under Angola. Pode seguir as respostas a esta entrada através do feed de RSS 2.0.
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Kianda, antes da cidadela existir,e o terreno desse prédio é ao lado da Cidadela, esse lugar era uma lagoa ( eu era adolescente mas lembro-me perfeitamente ).
Acordar no sábado, e ouvir que o prédio da DNIC caiu, será certamente inesquecível, pois prédios não caem com facilidade e muito menos prédios que fazem parte das nossas memorias. Durante a guerra tínhamos medo das bombas, dos tanques, hoje temos medo da incompetência e falta de fiscalização. A nossa gente, aquele mais vulnerável, vai pagar pelo “deixa andar” dos nossos fiscalizadores que pelo preço da corrupção e podridão de espírito fecham os olhos as questoes nobres como protecção da vida. Ouvir as noticias, que as mulheres depois de muito sofrimento dentro dos escombros morreram porque não houve condições de serem salvas, é mais um lembrar do pais que temos, onde a vida humana tem infelizmente pouco valor…onde tudo acontece com justificação “é normal” quando normal seria ter se feito uma fiscalização decente, ter-se protegido o povo, ter-se fechado o prédio, ter-se negado a autorização para obras duvidosas…Quando ouvi noticia pela minha irmã não contive as lágrimas e só pensei mais uma vez na minha/nossa gente, que com o acumular de tantas décadas de desgraça começa acreditar que a Kianda os abandonou…o povo que esteve lá cedo pela manha a ver os destroços disse…”não respeitaram as sereias, a Kianda zangou-se…” se calhar é assim, quando os mortais já não tem forca os imortais movimentam-se…
O número de pessoas por apartamento fica, a partir dos próximos meses, limitado a quatro, soube o Jornal de Angola de fonte oficial. De acordo com a fonte, a medida visa reduzir o peso sobre os edifícios e ajudar a preservá-los, para evitar desabamentos ou outra natureza de sinistro. Dentro de um mês, acrescentou, far-se-á um levantamento das pessoas que habitam apartamentos em todo o país. “A seguir, vai ser retirado o excesso, para ser cumprida a cifra de quatro pessoas por apartamento”, esclareceu, acrescentando que tudo será consertado com as pessoas envolvidas, sem prejuízo para ninguém.
Pois Bibas, durante a nossa juventude, no tempo da guerra sempre que as coisas pareceram muito más e depois milagrosamente se “consertaram” sempre dissemos que “Deus era do MPLA” … parece que até os Deuses se cansam e nem a Kianda, nem a Nossa Sra da Muxima desculpa o “é normal”, o pior é que, como sempre e em todo o mundo, quem mais sofre é o último da pirâmide…
maria, eu espero que esse lei não vá para a frente, imagina que fosse e se retirasse quem está “a mais”, para onde vão as pessoas? para a rua? os geradores, os tanques de água, as moto-bombas, as construções s/ fiscalização dentro dos apartamentos, terraços, etc … a falta de manutenção de tudo o que foi feito há 50 anos atrás … esse é o problema!
Infelizmente, a derrocada deste prédio é o espelho da cidade de Luanda, aumentou a população e tudo o que isso arrasta e nada tem manutenção.
ahahhahahah ( esta é mesmo pra rebolar no chão) eu cai que nem uma patinha lol
Lotação em apartamentos foi a mentira do Jornal de Angola
A notícia sobre a limitação no número de pessoas em apartamentos constituiu a mentira que o Jornal de Angola pregou aos leitores na sua edição de ontem, 1 de Abril. Citando uma suposta fonte oficial, este diário escreveu que, a partir dos próximos meses, ficaria limitado a quatro o número de pessoas por apartamento. Assim, passado o espírito de 1 de Abril, que levou o Jornal de Angola a fazer que os leitores embarcassem numa mentira, fica a notícia sem efeito. Aos leitores lesados, porque menos atentos à data de ontem, ficam também grafadas as sinceras desculpas.
Pois … bem me pareceu uma medida a atirar pro ridículo, mas vindo da terra já não digo nada. Velhos tempos em que faziamos apostas para ver quem adivinhava qual era a mentira do JA … velhos tempos.
Março 31, 2008 às 2:04 pm
Kianda, antes da cidadela existir,e o terreno desse prédio é ao lado da Cidadela, esse lugar era uma lagoa ( eu era adolescente mas lembro-me perfeitamente ).
Abril 1, 2008 às 7:48 am
Acordar no sábado, e ouvir que o prédio da DNIC caiu, será certamente inesquecível, pois prédios não caem com facilidade e muito menos prédios que fazem parte das nossas memorias. Durante a guerra tínhamos medo das bombas, dos tanques, hoje temos medo da incompetência e falta de fiscalização. A nossa gente, aquele mais vulnerável, vai pagar pelo “deixa andar” dos nossos fiscalizadores que pelo preço da corrupção e podridão de espírito fecham os olhos as questoes nobres como protecção da vida. Ouvir as noticias, que as mulheres depois de muito sofrimento dentro dos escombros morreram porque não houve condições de serem salvas, é mais um lembrar do pais que temos, onde a vida humana tem infelizmente pouco valor…onde tudo acontece com justificação “é normal” quando normal seria ter se feito uma fiscalização decente, ter-se protegido o povo, ter-se fechado o prédio, ter-se negado a autorização para obras duvidosas…Quando ouvi noticia pela minha irmã não contive as lágrimas e só pensei mais uma vez na minha/nossa gente, que com o acumular de tantas décadas de desgraça começa acreditar que a Kianda os abandonou…o povo que esteve lá cedo pela manha a ver os destroços disse…”não respeitaram as sereias, a Kianda zangou-se…” se calhar é assim, quando os mortais já não tem forca os imortais movimentam-se…
Abril 1, 2008 às 11:25 am
Não acredito que esta “lei” vá prá frente
Lotação em apartamentos limitada a quatro pessoas
O número de pessoas por apartamento fica, a partir dos próximos meses, limitado a quatro, soube o Jornal de Angola de fonte oficial. De acordo com a fonte, a medida visa reduzir o peso sobre os edifícios e ajudar a preservá-los, para evitar desabamentos ou outra natureza de sinistro. Dentro de um mês, acrescentou, far-se-á um levantamento das pessoas que habitam apartamentos em todo o país. “A seguir, vai ser retirado o excesso, para ser cumprida a cifra de quatro pessoas por apartamento”, esclareceu, acrescentando que tudo será consertado com as pessoas envolvidas, sem prejuízo para ninguém.
“in Jornal de Angola”
Abril 1, 2008 às 12:24 pm
Pois Bibas, durante a nossa juventude, no tempo da guerra sempre que as coisas pareceram muito más e depois milagrosamente se “consertaram” sempre dissemos que “Deus era do MPLA” … parece que até os Deuses se cansam e nem a Kianda, nem a Nossa Sra da Muxima desculpa o “é normal”, o pior é que, como sempre e em todo o mundo, quem mais sofre é o último da pirâmide…
maria, eu espero que esse lei não vá para a frente, imagina que fosse e se retirasse quem está “a mais”, para onde vão as pessoas? para a rua? os geradores, os tanques de água, as moto-bombas, as construções s/ fiscalização dentro dos apartamentos, terraços, etc … a falta de manutenção de tudo o que foi feito há 50 anos atrás … esse é o problema!
Infelizmente, a derrocada deste prédio é o espelho da cidade de Luanda, aumentou a população e tudo o que isso arrasta e nada tem manutenção.
Abril 2, 2008 às 10:48 am
ahahhahahah ( esta é mesmo pra rebolar no chão) eu cai que nem uma patinha lol
Lotação em apartamentos foi a mentira do Jornal de Angola
A notícia sobre a limitação no número de pessoas em apartamentos constituiu a mentira que o Jornal de Angola pregou aos leitores na sua edição de ontem, 1 de Abril. Citando uma suposta fonte oficial, este diário escreveu que, a partir dos próximos meses, ficaria limitado a quatro o número de pessoas por apartamento. Assim, passado o espírito de 1 de Abril, que levou o Jornal de Angola a fazer que os leitores embarcassem numa mentira, fica a notícia sem efeito. Aos leitores lesados, porque menos atentos à data de ontem, ficam também grafadas as sinceras desculpas.
Abril 2, 2008 às 3:00 pm
Pois … bem me pareceu uma medida a atirar pro ridículo, mas vindo da terra já não digo nada. Velhos tempos em que faziamos apostas para ver quem adivinhava qual era a mentira do JA … velhos tempos.
Abril 3, 2008 às 6:44 am
LoL Sentido d humor afinado!
Eu já tinha mandado sair d casa 2 tias, 3 primas e uma empregada doméstica. Agora onde as vou encontrar outra vez?