Hoje gostava de saber escrever, hoje penso nos bons escritores que eu admiro, hoje gostava de conseguir passar para o papel, para este post tudo o que senti no show “privée” do Sting no Teatro de Chatelêt em Paris.
O que sempre admirei nos escritores, nos bons escritores é a capacidade de conseguir escrever emoções. E eu não consigo.
Para terem uma ideia, pensei muitas vezes naquele fim de tarde de outono, sentada a metros do Sting que ele deveria ter roubado a parte inicial do discurso do Obama e devia ter dito :
“Se alguém aí ainda dúvida que Paris é um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o seus sonhos se podem tornar realidade, que ainda questiona o meu valor, se tem dúvidas que eu sou o maior
, esta noite é a sua resposta !!!”
É preciso ser muito bom para encher um teatro, lindíssimo, uma sala incrivelmente linda e com uma acústica espectacular, para um ensaio às 6h da tarde. Que começou exactamente às 6h da tarde. Sting e Karamazov em palco simplesmente, voz e alaúde (um instrumento de cordas tradicional), voz suave sem esforço, o cenário feito num jogo de luzes com um efeito de uma beleza rara, um palco “limpo” sem espelhos nem fumo, sem barulho, intenso e teatral, por vezes acompanhados por um coro de 8 meninos e meninas.
O encore foi com músicas de compositores Ingleses , como Henry Purcell, Elgar, The Beatles (genial) e o próprio Sting. Message in a Bottle, voz e Alaúde, foi de cortar a respiração.
Foi uma hora e meia que eu sei que nunca conseguirei contar, mas que, enquanto viver, nunca conseguirei esquecer, uma coisa é certa, há mais um risco na minha bucket list:
ver Sting em Paris (privée foi bónus)
E … lá fora estava Paris …