Archive for Março, 2009

Frase do dia…do mês

Março 31, 2009

«Sendo a velocidade da luz superior à velocidade do som, é perfeitamente normal que algumas pessoas pareçam brilhantes até abrirem a boca»

As “Minhas lenas” do Leste

Março 30, 2009

Depois de pedir permissão à minha amiga para publicar a história que ela contou hoje num email que nos enviou, pensei em escrever a história da M., desta M. que podiam ser tantas outras, mas depois – talvez por falta de imaginação, talvez porque a história era isto e pouco mais do que isto – resolvi publicar o email.

Meninas,
Nesta minha vida de inúmeras viagens e vivências, reencontrei a M. … A M. era uma menina negra, filha de mãe surda-muda Jugoslava, que vivia na Macedónia. Nós, as estudantes africanas, na altura ajudámos muito a mãe da M.
Dei à M. uma bicicleta que tinha levado de Luanda…A mãe da M., levava sempre a M. ao nosso lar para ela poder socializar com alguém da sua cor … Na tentativa de ajudarmos a mãe a descobrir quem era pai da M., reunimos montes de fotos de estudantes africanos, e a mãe identificou o pai … pai esse que já se tinha ido embora para o seu país …
Fui-me embora para Luanda e só soube da M. há coisa de uns anos. Recebo uma carta dela pelo correio em Angola, agradecendo a bicicleta que lhe tinha dado e que gostava muito de me ver um dia … até mandou uma foto … anos mais tarde um grande amigo de lá disse-me tê-la visto com um bebé no colo … e nunca mais soube dela …

Ontem a M. encontrou-me no facebook!!!! Casou com um Nigeriano, jogador de futebol … vive em Skopje e o marido está em Tirana a trabalhar … Tem 2 filhos!!! Lembra-se de todas nós e da atenção que lhe demos.
Sei que há muitas M. nos países do leste, e que até existe um movimento desses filhos, para procurar os seus pais…a M. então uma criança é hoje mulher, e foi a primeira que eu conheci fruto dessas relações entre estudantes e mulheres do leste.
Por causa da M., hoje estou particularmente feliz!!!
B.

Novo Código – Luanda

Março 30, 2009

É já na quarta-feira, 1 de Abril, que entra em vigor o novo código de estrada, atenção às principais novidades :

  • Uso obrigatório do cinto de segurança, para todos os passageiros do veículo – artigo 81
  • Proibição de usar o telemóvel enquanto estiver a conduzir – artigo 83 
  • Controlo da velocidade: Velocidade máxima autorizada dentro da cidade: 60 km/h – artigo 27 
  • Taxa de alcoolémia limitada a 0,6 g/l de sangue (o que corresponde a 2 copos de cerveja ou vinho, mas que pode variar em função da pessoa, da idade, do sexo e da corpulência) – artigo 80
  • Comprovativo obrigatório de seguro do veículo – artigo 84 
  • Todos os veículos a motor devem estar equipados com um triângulo de sinalização e um colete, ambos com reflectores – artigo 87

Escapadinha

Março 30, 2009

Um dia destes encontram-me aqui – Charcas Lagoon Resort

retirada da net

retirada da net

De olho na barragem de Montargil, envolto por piscinas, lagos e jardins povoados de pinheiros e sobreiros, o Charcas Lagoon Resort disponibiliza 40 quartos (no primeiro) e 20 bungallows (no segundo). Um edifício moderno e arrojado que combina as texturas e cores do Alentejo com tendências cosmopolitas de decoração e configuração dos espaços. Conjuga paredes envidraçadas (que emolduram a paisagem e simultaneamente a sorvem para o interior das salas e quartos) com contrafortes característicos da arquitectura da região, reproduzindo ainda a textura de um Alentejo ligado à terra nas paredes rugosas, de castanho cor de terra (papel de parede). No interior predomina uma luminosidade que é potenciada pelo aspecto simples, clean e arejado do arranjo do espaço e pelo uso de cores neutras e pastéis, pautadas estrategicamente com apontamento coloridos (em tons fortes). E há curiosidades a acrescentar. Para além do spa (edifício à parte) e do business center, esta unidade hoteleira disponibiliza ainda um Active Leisure Center, um restaurante gourmet e um Home Cinema Lounge. Propostas para preencher os tempos livres, relaxando ou praticando desporto (aventura, claro).

Alguns passos

Março 29, 2009

Não posso ser conselheira de ninguém até porque o meu relacionamento não deu certo, mas, também por isso, aprendi algumas coisas, meditei naquilo que fiz errado e, com o tempo e a maturidade que ele traz, hoje algumas coisas não repetiria … ou pelo menos, tentaria não repetir.

Li sobre o que poderia facilitar o acertar do passo numa jornada amorosa, numa relação, num casamento, e como gostei do que li, aqui transmito.

1. Sonhar Juntos
O sonho de construir uma vida juntos une um casal … mas ao longo do casamento, os dois mudam e os sonhos também. O grande desafio, em qualquer fase da relação, é lidar com o desejo do outro, o que implica suportar frustações e adiamentos ou simplesmente ter de administrar diferenças inesperadas. O projecto comum dá a medida de quanto o casal está conectado e aceita limites (uma mulher bem sucedida pode descobrir que o marido não tem as mesmas ambições que ela, ou vice-versa). Além de que ambos estão sujeitos às pressões sociais e das famílias de origem. Libertar-se de interferências, descobrir o próprio desejo e partilhá-lo com a pessoa amada são sinais de maturidade. É na convivência que o casal descobre que não dá pra apostar tudo no sonho comum, ambos precisam de fôlego para projectos pessoais. Essa percepção diminui cobranças e abre portas para negociações, permitindo que utopia e realidade se equilibrem.

2. Assumir a Família
No casamento, os parceiros levam para casa um legado de valores, crenças e mitos de pelo menos três gerações, mas nem sempre se dão conta dessa bagagem. Esse encontro de duas culturas diferentes traz riqueza mas também atrito. A chegada dos filhos, quando as famílias se aproximam, pode aguçar competições veladas ou explícitas.
Cuidado para não discutir com o seu par ao defender uma bandeira da sua família. Algumas lições a tirar são respeitar a família do outro; evitar ironias, indirectas e nunca usar um desabafo que o parceiro fez sobre os próprio parentes para atacá-lo (minha nota: ok, esta é difícil); não confundir enredos, se os seus pais foram ausentes ou invasivos não significa que os dele(a) também sejam.

3.Cultivar o Erotismo
Nunca abandone os pequenos rituais – tomar um vinho ou um banho juntos, sair pra jantar, uma escapadinha a dois – senão o risco de serem engolidos por assuntos domésticos é enorme. A troca efectiva empobrece e a líbido não resiste porque a sexualidade não se restringe ao que acontece na cama de casal. Ela alimenta-se de todas as situações em que se podem admirar um ao outro, divertir juntos, trocar confidências e também acertar os ponteiros, pois mágoa acumulada esfria qualquer história. As actividades culturais e uma roda de amigos também oxigenam uma relação. É erótico ter uma vida interessante!
Os casais com filhos pequenos precisam de lutar pela privacidade, mas confiem, uma família é mais feliz quando pai e mãe querem continuar a namorar. As condições para isso: cuidar da saúde física e emocional, fugir da armadilha da paixão romântica (exigir-se alta performance sempre) e não acreditar nos mitos do envelhecimento, pois a sexualidade é parte da vida e não apenas da juventude.

4.Aprender a discutir
A boa discussão é aquela em que todas as opiniões são legitimadas. Talvez o casal n ão chegue a um consenso, mas é importante que as diferenças se manifestem sem simular que está tudo bem quando não está. A discussão produtiva é muito diferente de gritar e insultar, de ficar muda(o) ou emburrada(o) ou ainda de insistir nas eternas reclamações, que só desgastam e amortecem o conflito quando o fundamental é enfrentá-lo. A chave é fazer ouvir-se e abrir-se para ouvir o outro. Cuidado com as certezas absolutas, a ilusão da verdade única – o que existe são duas visões que precisam ser respeitadas (mais uma vez, a mão à palmatória. Por mais que exista amor, o convívio mostra que o outro não é «tudo o que você sonhou», e sim uma pessoa real, que pode pensar de maneira diferente.

5.Fazer Acordos
Tempo e dinheiro são as duas moedas mais valiosas do nosso tempo. Na dinâmica de um casal, elas acionam questões emocionais. Há sempre a pergunta silenciosa «quem está dando mais ou menos para a relação?», quando isto se desequilibra, as carências – de atenção, sexo, apoio, afecto – e apelos subjectivos de toda a ordem podem apresentar-se em forma de cobranças. O melhor antídoto contra isso é esquecer a lenda de que cada um é a «metade da laranja». Nada disso, cada um é uma pessoa inteira e precisa responsabilizar-se pelo próprio equilíbrio e fazer a sua parte na dinâmica conjugal.

Caos no pensamento

Março 29, 2009

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá tua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa

Interessante

Março 28, 2009

Lá, foram confiscados por decisão do Ministério Público dos EUA, os bens que se se encontram em nome da mulher do financeiro Bernard Madoff, responsável por uma fraude, tipo pirâmide, calculada em 50 mil milhões de dólares e que se declarou culpado de 11 acusações.

E, por cá, o que acontecerá a João Rendeiro e será que os Clientes lesados do BPP conseguirão recuperar os seus fundos, ou a maior parte deles?! E tantos, tantos outros casos …

Aguardaremos o(s) desfecho(s)

Para as meninas

Março 28, 2009

Numa das pausas do fim de semana, pra fumar um cigarro, que tal reponderem ao questionário on-line da psicóloga clínica Vânia Beliz. É a base para a sua tese de mestrado, de sexologia, intiulada “Estilos de Masturbação Feminina e Orgasmo no coito”.

Tudo isto, a propósito do nosso botãozinho de prazer, não o ponto G esse meio mito, meio realidade, que algumas sabem onde está, outras nunca chegam lá…já para não falar deles … falo de um botão bem mais fácil e acessível. O clítoris. Estudos indicam que 29% dos homens e 25% das mulheres não o conseguem identificar.
Se calhar, já todas nós nos cruzamos na vida com algum parceiro anatomicamente mais analfabeto – há algumas sortudas – mas será que nós também sabemos dar o uso certo e sem inibições, no momento de intimidade a dois? A que meios deitamos mão? A imagem do corpo interfere com a auto estimulação? Como dizer ao outro onde e de que modo deve tocar “ali” ?

Foram estas e outras questões que levaram Vânia Beliz a mergulhar no assunto e na tese que aqui vos falo.

Hoje é dia mundial do teatro e eu queria tanto

Março 27, 2009

Ir amanhã ver «Crioulo» no CCB … mas os bilhetes acabaram … quase que digo um palavrão, aliás, dizer até disse, quase que escrevo …

retirada da net

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É uma ópera dançada com libreto de Vasco Martins – romancista, poeta, musicólogo e compositor, que nasceu em Portugal em 1956, de pai cabo-verdiano e mãe algarvia, e fixou-se aos nove anos em S. Vicente, onde reside – e encenada pelo bailarino cabo-verdiano António Tavares.

Sobre o tema da escravatura, que inspira a obra, Vasco Martins, realça que dessa cultura de violência nasceram outras culturas, uma delas a cabo-verdiana, de que o próprio é resultado. A ópera aponta para toda a cultura que proveio do tráfico dos escravos africanos.

“É essa a ideia subjacente, mas devo dizer que não aprovo este tipo de revolteios históricos. É uma partitura que desejei também épica e com esperança, porque formou civilizações e povos” – afirma.

Trata-se de uma dramaturgia com três idéias dominantes: a História da formação de Cabo Verde, com textos baseados em cânticos populares de trabalho e acontecimentos históricos; o Presente, cemitério para gentes do Sul que procuram o Norte; a Dança, um grito no silêncio.

O compositor inspirou-se na música Mandiga e nos Kotocos, no batuque, na «coleixa», nos ritmos de tambores de «sanjõn», na morna, na música ibérica peninsular (com influências da música árabe), na tabanka, na «valsinha» e no «ambiente» musical dentro/fora do espaço temporal, aproveitando a música da época clássica europeia, a música tradicional da África Ocidental e de Cabo-Verde, a música ibérica e situando todo este universo musical no tempo actual.

Quando tamos longe

Março 26, 2009

temos que tentar ter imaginação para dar os Parabéns a uma amiga.

 Beijo Gordo pra ti AL.

Conta muitos, muitos, muitos mais.

retirada da net

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