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Alguns passos

Março 29, 2009

Não posso ser conselheira de ninguém até porque o meu relacionamento não deu certo, mas, também por isso, aprendi algumas coisas, meditei naquilo que fiz errado e, com o tempo e a maturidade que ele traz, hoje algumas coisas não repetiria … ou pelo menos, tentaria não repetir.

Li sobre o que poderia facilitar o acertar do passo numa jornada amorosa, numa relação, num casamento, e como gostei do que li, aqui transmito.

1. Sonhar Juntos
O sonho de construir uma vida juntos une um casal … mas ao longo do casamento, os dois mudam e os sonhos também. O grande desafio, em qualquer fase da relação, é lidar com o desejo do outro, o que implica suportar frustações e adiamentos ou simplesmente ter de administrar diferenças inesperadas. O projecto comum dá a medida de quanto o casal está conectado e aceita limites (uma mulher bem sucedida pode descobrir que o marido não tem as mesmas ambições que ela, ou vice-versa). Além de que ambos estão sujeitos às pressões sociais e das famílias de origem. Libertar-se de interferências, descobrir o próprio desejo e partilhá-lo com a pessoa amada são sinais de maturidade. É na convivência que o casal descobre que não dá pra apostar tudo no sonho comum, ambos precisam de fôlego para projectos pessoais. Essa percepção diminui cobranças e abre portas para negociações, permitindo que utopia e realidade se equilibrem.

2. Assumir a Família
No casamento, os parceiros levam para casa um legado de valores, crenças e mitos de pelo menos três gerações, mas nem sempre se dão conta dessa bagagem. Esse encontro de duas culturas diferentes traz riqueza mas também atrito. A chegada dos filhos, quando as famílias se aproximam, pode aguçar competições veladas ou explícitas.
Cuidado para não discutir com o seu par ao defender uma bandeira da sua família. Algumas lições a tirar são respeitar a família do outro; evitar ironias, indirectas e nunca usar um desabafo que o parceiro fez sobre os próprio parentes para atacá-lo (minha nota: ok, esta é difícil); não confundir enredos, se os seus pais foram ausentes ou invasivos não significa que os dele(a) também sejam.

3.Cultivar o Erotismo
Nunca abandone os pequenos rituais – tomar um vinho ou um banho juntos, sair pra jantar, uma escapadinha a dois – senão o risco de serem engolidos por assuntos domésticos é enorme. A troca efectiva empobrece e a líbido não resiste porque a sexualidade não se restringe ao que acontece na cama de casal. Ela alimenta-se de todas as situações em que se podem admirar um ao outro, divertir juntos, trocar confidências e também acertar os ponteiros, pois mágoa acumulada esfria qualquer história. As actividades culturais e uma roda de amigos também oxigenam uma relação. É erótico ter uma vida interessante!
Os casais com filhos pequenos precisam de lutar pela privacidade, mas confiem, uma família é mais feliz quando pai e mãe querem continuar a namorar. As condições para isso: cuidar da saúde física e emocional, fugir da armadilha da paixão romântica (exigir-se alta performance sempre) e não acreditar nos mitos do envelhecimento, pois a sexualidade é parte da vida e não apenas da juventude.

4.Aprender a discutir
A boa discussão é aquela em que todas as opiniões são legitimadas. Talvez o casal n ão chegue a um consenso, mas é importante que as diferenças se manifestem sem simular que está tudo bem quando não está. A discussão produtiva é muito diferente de gritar e insultar, de ficar muda(o) ou emburrada(o) ou ainda de insistir nas eternas reclamações, que só desgastam e amortecem o conflito quando o fundamental é enfrentá-lo. A chave é fazer ouvir-se e abrir-se para ouvir o outro. Cuidado com as certezas absolutas, a ilusão da verdade única – o que existe são duas visões que precisam ser respeitadas (mais uma vez, a mão à palmatória. Por mais que exista amor, o convívio mostra que o outro não é «tudo o que você sonhou», e sim uma pessoa real, que pode pensar de maneira diferente.

5.Fazer Acordos
Tempo e dinheiro são as duas moedas mais valiosas do nosso tempo. Na dinâmica de um casal, elas acionam questões emocionais. Há sempre a pergunta silenciosa «quem está dando mais ou menos para a relação?», quando isto se desequilibra, as carências – de atenção, sexo, apoio, afecto – e apelos subjectivos de toda a ordem podem apresentar-se em forma de cobranças. O melhor antídoto contra isso é esquecer a lenda de que cada um é a «metade da laranja». Nada disso, cada um é uma pessoa inteira e precisa responsabilizar-se pelo próprio equilíbrio e fazer a sua parte na dinâmica conjugal.

Caos no pensamento

Março 29, 2009

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá tua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa


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