Archive for Junho, 2009

Para a Marta e para o Dede

Junho 26, 2009

que amavam o Michael tanto como eu e que estão triste tanto como eu !!! Como o Dede adorava ver a Naomi neste video :-)

Jacko R.I.P.

Junho 26, 2009

O único. O rei, pra mim. Assumidamente, sempre, sou fã. Sempre fui. Só ele me faria ter pisado o relvado do estádio de Alvalade.

A música, a dança, a arte nos video-clips… a arte … a arte

O mundo do espetáculo, da música, está mais pobre e eu tou triste, o luto será feito como a minha mãe sempre me ensinou, música bem alta e neste caso, muita dança!!!
Rest in Peace Michael Jackson,
Uma fã

Hoje

Junho 25, 2009

©Kianda-25Jun09

©Kianda-25Jun09

no chiado, com o herdeiro, foi muito fixe !!!

II Trienal de Luanda

Junho 23, 2009

“Geografias Emocionais, Arte e Afectos” , o tema central da Trienal de Luanda já está escolhido e a apresentação é esta quinta-feira, 25/06/2009, às 18:30h, no Museu do Chiado (MNAC-Museu do Chiado,Sala Polivalente, Piso 0).

Com a banda  NEXT SMOOTH AND RAVE   nos Jardins de Esculturas às 20:30, um som afro electro-acústico.

Misturar Artur Nunes com Pink Floyd, Proletário com Sting, textos políticos e culturais e música de JES, poesia de A. Neto, são alguns dos exemplos da experimentação dos NEXT para perceber a genética sonora africana no contexto universal.

Fernando Alvim:Conceitos sonoros e bateria/ Ivo Mingas:Violão e harmonia/ Nuno Mingas:Voz e arranjos/ Divaldo Cardoso:Guitarra solo/ Ricardo Faria:Baixo solo/ Marita Silva:Baixo/ Nuno Martinho:Percussão e arranjos

Eu não posso ir – porque vou ao Mamma Mia – mas diz quem já viu que o que esta banda está a fazer é fantástico. A não perder.

A Trienal que será de 13 de Setembro a 19 de Dezembro de 2010 gira em torno de sete áreas: Matérias, Artes Visuais, Arquitectura, Projectos Arte Pública, Artes Cénicas, Exposições, Cidades.

É difícil ser negro no Brasil ?

Junho 22, 2009
revista Época

revista Época

Resolvi transcrever na íntegra a entrevista feita à actriz moçambicana Lucrécia Paco que diz ter sofrido discriminação racial em SPaulo. Não julgo, não comento, simplesmente conto. É uma matéria da Revista Época pela jornalista Eliane Brum.

Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha. Terminava a entrevista com a bela Lucrécia Paco, a maior atriz moçambicana, no início da tarde desta sexta-feira, 19/6, quando fiz aquela pergunta clássica, que sempre parece obrigatória quando entrevistamos algum negro no Brasil ou fora dele. “Você já sofreu discriminação por ser negra?”. Eu imaginava que sim. Afinal, Lucrécia nasceu antes da independência de Moçambique e viaja com suas peças teatrais pelo mundo inteiro. Eu só não imaginava a resposta: “Sim. Ontem”.

Lucrécia falou com ênfase. E com dor. “Aqui?”, eu perguntei, num tom mais alto que o habitual. “Sim, no Shopping Paulista, quando estava na fila da casa de câmbio trocando meus últimos dólares”, contou. “Como assim?”, perguntei, sentindo meu rosto ficar vermelho.
Ela estava na fila da casa de câmbio, quando a mulher da frente, branca, loira, se virou para ela: “Ai, minha bolsa”, apertando a bolsa contra o corpo. Lucrécia levou um susto. Ela estava longe, pensando na timbila, um instrumento tradicional moçambicano, semelhante a um xilofone, que a acompanha na peça que estreará nesta sexta-feira e ainda não havia chegado a São Paulo. Imaginou que havia encostado, sem querer, na bolsa da mulher. “Desculpa, eu nem percebi”, disse.

A mulher tornou-se ainda mais agressiva. “Ah, agora diz que tocou sem querer?”, ironizou. “Pois eu vou chamar os seguranças, vou chamar a polícia de imigração.” Lucrécia conta que se sentiu muito humilhada, que parecia que a estavam despindo diante de todos. Mas reagiu. “Pois a senhora saiba que eu não sou imigrante. Nem quero ser. E saiba também que os brasileiros estão chegando aos milhares para trabalhar nas obras de Moçambique e nós os recebemos de braços abertos.”

A mulher continuou resmungando. Um segurança apareceu na porta. Lucrécia trocou seus dólares e foi embora. Mal, muito mal. Seus colegas moçambicanos, que a esperavam do lado de fora, disseram que era para esquecer. Nenhum deles sabia que no Brasil o racismo é crime inafiançável. Como poderiam?

Lucrécia não consegue esquecer. “Não pude dormir à noite, fiquei muito mal”, diz. “Comecei a ficar paranoica, a ver sinais de discriminação no restaurante, em todo o lugar que ia. E eu não quero isso pra mim.” Em seus 39 anos de vida dura, num país que foi colônia portuguesa até 1975 e, depois, devastado por 20 anos de guerra civil, Lucrécia nunca tinha passado por nada assim. “Eu nunca fui discriminada dessa maneira”, diz. “Dá uma dor na gente. ”

Ela veio ao Brasil a convite do Itaú Cultural, que realiza até 26 de junho, em São Paulo, o Antídoto – Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Lucrécia apresentará de hoje a domingo (19 a 22/6), sempre às 20h, a peça Mulher Asfalto. Nela, interpreta uma prostituta que, diante de seu corpo violado de todas as formas, só tem a palavra para se manter viva.

Lucrécia e o autor do texto, Alain-Kamal Martial, estavam em Madagáscar, em 2005, quando assistiram, impotentes, uma prostituta ser brutalmente espancada por um policial nas ruas da capital, Antananarivo. A mulher caía no chão e se levantava. Caía de novo e mais uma vez se levantava. Caía e se levantava sem deixar de falar. Isso se repetiu até que nem mesmo eles puderam continuar assistindo. “Era a palavra que a fazia levantar”, diz Lucrécia. “Sua voz a manteve viva.” Foi assim que surgiu o texto, como uma forma de romper a impotência e levar aquela voz simbólica para os palcos do mundo.

Mais tarde, em 2007, Lucrécia montou o atual espetáculo quando uma quadrilha de traficantes de meninas foi desbaratada em Moçambique. Eles sequestravam crianças e as levavam à África do Sul. Uma menina morreu depois de ser violada de todas as maneiras com uma chave de fenda. Lucrécia sentiu-se novamente confrontada. E montou o Mulher Asfalto.

Não poderia imaginar que também ela se sentiria violada e impotente, quase sem voz, diante da cliente de um shopping em um outro continente, na cidade mais rica e moderna do Brasil. Nesta manhã de sexta-feira, Lucrécia estava abatida, esquecendo palavras. Trocou o horário da entrevista, depois errou o local. Lucrécia não está bem. E vai precisar de toda a sua voz – e de todas as palavras – para encarnar sua personagem nesta noite de estréia.

“Fiquei pensando”, me disse. “Será que então é verdade? Que no Brasil é difícil ser negro? Que a vida é muito dura para um preto no Brasil?” Eu fiquei muda. A vergonha arrancou a minha voz.

Fonte :  Revista Época

O olhar de quem não vê

Junho 22, 2009
"Double Take" by Michael Richard

"Double Take" by Michael Richard

Sight Unseen é o nome de uma exposição que reúne mais de 100 fotografias no Museu da Fotografia da Califórnia -ligado à Universidade da Califórnia em Riverside – realizadas por 12 profissionais de cinco países.

Os fotógrafos têm todos alguma deficiência visual – quatro deles são completamente cegos, nas suas fotos , os artistas retratam cenas do quotidiano ou imaginadas.

Por cá, no Museu da Electricidade até 19 de Julho está patente a exposição das fotografias vencedoras do concurso World Press Photo 2009

Anthony Suau - Time

Anthony Suau - Time

Bom fim de semana – 19Junho2009

Junho 21, 2009

“P de pequena . . . “

Junho 19, 2009

É no dia 04 de Julho no Coliseu dos Recreios às 21:00h que Yuri da Cunha nos oferece um concerto ao vivo, no qual conta apresentar os sucessos produzidos ao longo de toda sua carreira artística e onde pretende gravar um CD e um DVD ao vivo.

No concerto, para além da sua banda e bailarinos, espera contar com a participação de alguns músicos seus amigos, como Paulo Flores, Matias Damásio, Heavy C, Big Nelo, Anselmo Ralph e Puto Lilas.

“Kuma Kwa Kie” é o  terceiro disco de Yuri da Cunha com 13 músicas, gravadas em Angola, Portugal e França. Claro que a minha favorita é o sucesso “PPP”  ;-) … “mas pra mim tu és P de pequena, pausada e  popozuda …minha PPP . . . “

Afinal…

Junho 18, 2009

também há moscas nos Estados Unidos ;-)

Não há condições

Junho 15, 2009
©Kianda-15Jun09

©Kianda-15Jun09


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