Archive for Setembro, 2009

Monólogo de uma mulher moderna

Setembro 30, 2009

Recebi por email e amei. Logo hoje que tanto me custou a levantar da cama, depois de ler isto senti ainda mais vontade de atirar com um tijolo à cabeça da primeira mulher que andou a queimar soutiens. Quem disse que eu não queria ficar em casa e ser sustentada?! Quem disse?! Vá e agora, feministas, atirem-me lá o vosso tijolo.

São 5h30 da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.
Estou acabada.
Não quero ir trabalhar hoje.Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc
Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores.
Tudo, menos sair da cama, meter a primeira e ter de por o cérebro a funcionar.
Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?
Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos.
A vida era um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha.
Depois, ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de credito, a Internet!
Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!
Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre como vamos conquistar o nosso espaço…Que espaço?!
Que caraças!
Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés
Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós para comer, para se vestirem e para parecerem bem à frente dos amigos…
E agora, onde é que eles estão?
Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz.
Essa piada, acabou por nos encher de deveres.
E o pior de tudo é que acabou nos lançando no calabouço da solteirice crónica aguda
Antigamente, os casamentos eram para sempre
Porquê
Digam me porquê…
Um sexo que tinha tudo do melhor, que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos…
A quem ocorreu tal ideia
Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos!
Estava muito claro que isso não ia terminar bem.
Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova de dentes, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas…
Alem de morrer de fome, pôr hidratantes anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e, acima de tudo, ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manhã desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho.
E não só mas também, ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no transito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!!
Tudo, para sair com os olhos vermelhos – pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo!
E olhem que tínhamos tudo resolvido…
Estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos super-mulheres, mas continuamos a ganhar menos que eles e, de todos os modos, são eles que nos dão ordens!!!!
Que desastre!
Não seria muito melhor continuar a cozer numa cadeira??
Basta!!!
Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela!
Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar, para quê ter que demonstra-lo a eles??
Ai meu Deus, são 6h10 e tenho que me levantar da cama…
Que fria está esta solitária e enorme cama!
Ahhhh… Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente ao sofá e me diga: ‘Meu amor não me trazes um whisky por favor?’ ou ‘O que há para jantar?’…
Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que abocanhar uma sanduíche e beber uma Coca-Cola light, enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.
Pensas que estou a ironizar ou a exagerar?
Não, minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas, liberais e idiotas!
Estou a falar muito seriamente…
Abdico do meu posto de mulher moderna.
E digo mais: A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar para sustentar a nossa vida boa!
Agora somos iguais a eles!

Ontem foi assim

Setembro 28, 2009

No post anterior já tinha falado um pouco do prazer de passar a manhã na varanda, lendo revistas,  aquele artigo nem foi o melhor, teve muito mais, a “Nova”, revista brasileira nos artigos de sexo leva a coisa a sério, até com moradas fiquei :-) , apanhando sol e jogando conversa fora com a minha amiga T.

Depois fomos almoçar, ver o mar, tão bom. Eu, ela e o herdeiro. Sushi, sashimi, tamaki e o silêncio para olhar o mar, as pessoas na praia, os diferentes corpos, as diferentes personalidades, numa palavra, pessoas.

E por fim, cinema. O filme escolhido pelos 3, foi “ABC da Sedução”, estávamos de acordo, queríamos um filme light, que nos fizesse continuar bem dispostos. E que escolha acertada. Uma comédia romântica cheia de situações engraçadas – a cueca com vibrador incororado e comando é genial :-) .

E foi assim que se passou um belo domingo, completamente desprovido de pretensões intelectuais, análises filosóficas, equações matemáticas, livros sérios, filmes independentes. Um Domingo que defino como  “comédia romântica”, sem pensar e sempre com um final feliz.

P.S. Sei que o País foi a votos, mas só agora, quando tratar do cartão único, ficarei com a situação portuguesa toda resolvida – oppsssss ainda falta a carta de condução – e depois poderei votar.

Aviso à navegação

Setembro 28, 2009

Elas falam de sexo e contam detalhes. E como contam. Um artigo chamou-me a atenção, dizia “Homens, temos uma má notícia para vocês : gostamos de contar ao pormenor o que se passa entre lençóis. Por isso, cuidado com as performances!” Que gargalhadas eu dei. E quando se lê um artigo destes num domingo de manhã, na varanda, no relax e com uma amiga ao lado, aquela que conhece muitas das tuas histórias, a lembrança de algumas é inevitável …

“Estávamos loucos um pelo outro, aos beijos às cegas, já nus, quando de repente, olhei para baixo e … ia morrendo. Ele é tãããão giro. Alto, simpático, com pinta…nunca pensei que tivesse aquela pilinha. Olha, passou-me tudo. Até fiquei mal disposta.”

Eu nunca tive dúvidas que nós mulheres contavamos mais, aquelas idas ao WC em grupo nunca foram para compor a maquilhagem, mas realmente, como somos dadas ao pormenor, conseguimos recriar as cenas com tanto realismo que a plateia – leia-se amigas :-) – nunca mais olha da mesmo forma para os personagens.

Por isso, meus amigos, fica o aviso.

Bom fim de semana

Setembro 26, 2009

Letra: António Jacinto; Música: Rui Mingas; Voz: Lura

Há dias assim

Setembro 25, 2009

Hoje é um dia estranho, acordei com um vazio estranho, nem a alegria de ser sexta feira me animou. Não me perguntem o que se passa, porque não se passa nada, aliás o vazio é isso mesmo, é esse buraco de emoções, sensações, cheiros, sabores…

De repente, recebo o email (que costumava ser às 5ªs) da Le Cool Magazine que devoro como sempre, devagarinho e com um enorme prazer. Diz o povo, que o melhor vem sempre no fim, e o povo tem sempre razão. Cheguei à útima página onde há sempre uma entrevista – se posso chamar entrevista, acho que não – há sempre dois parágrafos sobre alguém, normalmente a falar de Lisboa.

Hoje era o Zé! E confesso que a primeira coisa que me chamou a atenção no Zé, foi o seu bom ar*. Só depois as palavras. Foi imediato, digo-vos, gostei imediatamente das palavras.

O que eu gosto mesmo é de escrever. No liceu mudei de área tantas vezes quantas os meus pais deixaram e acabei a estudar, nunca consegui explicar bem porquê, Sociologia. Fui comissário de bordo e hoje sou bancário – que é a ocupação menos le cool que conheço. Já me ocorreu sair de Lisboa mas uma coisa é gostar de conhecer outros sítios e pessoas, outra é estar verdadeiramente disposto a partir. Andava a escrever uns textos mas como não passo dum Zé-ninguém achei que nenhuma editora ia ter pachorra para olhar para aquilo. Um amigo sugeriu-me que criasse um blog mas o formato não me atraiu até descobrir um admirável mundo novo de maluquinhos que fotografam pessoas na rua. Fiz umas pesquisas e percebi que a vaga de Lisboa estava por preencher. Ofereci-me uma máquina em 2ª mão e é aí que nasce O Alfaiate Lisboeta .
Os meus itinerários favoritos são descer a Avenida e subir o Castelo mas as fotografias que mais gosto são aquelas que têm o Tejo por pano de fundo. Uma coisa é certa, não me imagino a fotografar outra coisa que não pessoas nem a escrever sobre algo que não as meta ao barulho. Tenho as paredes do meu quarto forradas com fotografias das minhas viagens e não há lá Arcos do Triunfo, Coliseus ou Corcovados. Pessoas…só pessoas. Mas Lisboa é feita delas, certo?

A empatia foi imediata, porque cada vez gosto mais de pessoas. E principalmente do caldeirão de misturas que as pessoas podem ter. Cada vez gosto mais de apreciar pessoas, no meu silêncio, de analisar, de imaginar as histórias que se encontram no avesso dos trajes, das sandálias, dos ténis, dos casacos, dos penteados …

Depois fui ao blog, e mais uma vez, foi imediato, tão imediato que vi e li tudo de uma respiração só. Dizer que ele tira bem fotografias é pouco, gosto de fotografia, também tenho uma Canon (ainda estou na 450 e vou ficar por aqui um tempo) , olhar técnico para dizer que ele é um bom fotógrafo eu não tenho, mas olhar sensível para adorar a luz da maior parte das fotografias, eu tenho!!! As escolhas dos modelos seriam as minhas e as palavras… as palavras são aquelas que um dia eu gostava de saber dizer.

Visitem o alfaiate lisboeta, uma pessoa sensível (não, não conheço) , mas principalmente um olhar com alma.

Nota: Não posso deixar de fazer referência ao João , por onde anda este homem que ainda não se cruzou comigo?!

* bom ar é mesmo para definir um menino muito giro, um menino é verdade, mas muito giro :-)

Mais directo era impossível

Setembro 23, 2009

Mensagem recebida no Hi5, o menino tem 29 anos, não tou nada mal hein?! :-)

Olá,
Posso ser muito directo?
Podemos trocar umas palavras no MSN (messenger)?
*********@hotmail.com
Resto de uma boa noite

De um nada

Setembro 21, 2009

Por vezes, se faz um tudo. Foi  um belo fim de semana. Convento do Espinheiro, um Hotel a conhecer em Évora.

2009-09-19 001

 

A origem do Convento do Espinheiro está ligada a uma lenda que relata a aparição de uma imagem da Virgem sobre um espinheiro, por volta de 1400. Em 1412 foi mandada edificar uma ermida em honra de Nossa Senhora e dada a crescente importância deste local como ponto de peregrinação, no ano de 1458, durante o reinado de D. Afonso V, foi fundada a igreja e posteriormente o convento, o qual foi povoado por monges da Ordem de S. Jerónimo.

Recebia frequentemente este Convento a visita dos nossos reis, sobretudo os da Dinastia de Avis que tinham uma grande devoção à Virgem, tais como D. João II (que aqui realizou as cortes em 1481), D. Manuel I, D. Afonso V e D. Sebastião, que, quando em Évora, aqui se hospedava a convite dos monges.

Em 1999, a firma SPPTH,S.A., detida pela família Camacho, adquiriu o Convento do Espinheiro após ter constatado que na região de Évora não existiam unidades hoteleiras de 5 estrelas, apesar da cidade evidenciar um enorme potencial turístico devido à sua riqueza patrimonial, cultural e gastronómica.

A 3 de Junho de 2005, após 3 anos de obras, o Convento do Espinheiro, A Luxury Collection Hotel & Spa, um dos dois hotéis Luxury Collection em Portugal, foi inaugurado em todo o seu esplendor. Situado a 2kms da cidade de Évora, o hotel está rodeado de 8 hectares de magníficos jardins e o seu interior foi luxuosamente decorado, mantendo no entanto o seu carácter. O convento em si dispõe de 17 quartos e 6 suites, enquanto que a ala nova dispõe de 36 quartos com vista para a piscina ou jardim interior. A partir de Setembro de 2008, foram inaugurados mais 33 quartos, oferecendo uma decoração mais contemporânea e totalizando assim 92 quartos.

Numa combinação perfeita entre o antigo e o novo, o hotel oferece um restaurante Gourmet localizado na antiga adega do convento, um Piano Bar resultante da reconversão da cozinha utilizada pelos monges e na cisterna gótica foi criada uma área para prova de vinhos e produtos regionais. O Convento do Espinheiro dispõe ainda de um conjunto de salas especialmente vocacionadas para diferentes tipos de reuniões e eventos. Integrada neste ambiente existe uma imponente igreja com valiosos retábulos de talha dourada e azulejos de várias épocas.

Imerso em história, o Convento do Espinheiro, A Luxury Collection Hotel & Spa oferece um ambiente calmo e tranquilo, ideal para uma estadia relaxante

Tudo muito calmo, sem pressas, tour por Évora, almoço a 3 para falar de tudo um pouco, relações, amor, trabalho, filosofias, vida … quando as pessoas são simpáticas, cultas, interessantes, a empatia é quase imediata. Foi muito bom.

Conheci a casa de um casal com 2 filhos que resolveu ir viver para Évora há uns anos atrás e ganharam, tá na cara, qualidade de vida. Agora estão a montar, aos poucos, a casa que um dia sonhei para mim :-) . Quem sabe, o meu futuro está no interior do País – divagações, nada mais do que isso.

Belo jantar também, mais uma vez, bela conversa e muita gargalhada.

O matabicho, bela mesa de frutas – outra divagação – foi também muito bom. Este a dois, ou melhor, a duas, foi a hora das confissões. A necessidade de ouvir a tua opinião, nada que eu não saiba, mas que por vezes quando ouvimos de alguém, de quem sempre respeitamos a opinião, parece ter mais valor.

Depois um passeio por Monsaraz com direito a almoço dentro das muralhas, voltamos para Lisboa, com uma pequena pausa dar um beijinho ao mano e família, ainda a tempo de ver o Glorioso em mais uma vitória.

Obrigado Amiga, foi muito bom. E com um belo preço/qualidade ;-)

Bom fim de semana

Setembro 18, 2009

George Clooney

Setembro 17, 2009

Para me motivar, resolvi que todos os dias vou receber os “Bons-Dias” do George

Kianda - 17/Set/2009

Kianda - 17/Set/2009

R.I.P. Patrick Swayze

Setembro 15, 2009

Vi e revi, na minha juventude, vezes sem conta o filme “Dirty Dancing”, chorei sempre, eu choro nos finais felizes. E depois achava a rapariga meio parecida comigo :-) . Amava o filme. Sobre o actor, lembro-me também de “Ghost”, mas principalmente numa série que gostei bastante “Norte e Sul”, sobre a guerra civil Norte Americana.

Mas foi o homem, despido de máscaras que mais admirei, na luta contra um cancro no pâncreas, uma das formas mais violentas de cancro, que lhe foi diagnosticado há cerca de 2 anos. Ontem perdeu a luta aos 57 anos, mas fica a mensagem, aquilo em que acredito, nunca, nunca baixar os braços.

Neste silêncio, a minha pequena homengem feita de música, She’s like the wind, da banda sonora de “Dirty Dancing”, pela voz do próprio Patrick Swayze


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