Archive for Outubro, 2009

Mudar mentalidades…

Outubro 30, 2009

…aqui, ou aí?! Nem daqui a cem anos …

“Um grupo de milionários alemães vai enviar uma petição ao governo propondo a criação de um imposto de 5% sobre a fortuna dos mais ricos durante dois anos. Dieter Lehmkuhl, o responsável pela proposta, diz que se os 2.2 milhões de alemães com mais de 500 mil euros pagarem mais impostos é possível arrecadar 100 mil milhões de euros para ajudar a recuperação económica do país”

Asterix tá kota

Outubro 30, 2009

Fez hoje 50 anos, a saltar para cima dos romanos e com medo que o céu lhe cai em cima da cabeça. Aliás , foi este o título do último álbum,”O céu cai-lhe em cima da cabeça” que data de 2005 e teve uma tiragem mundial de oito milhões de exemplares.

A 29 de Outubro de 1959 aparece pela primeira vez “Asterix, o Gaulês” , personagem de banda desenhada criada pelo argumentista René Goscinny e pelo escritor e desenhador Albert Uderzo. As histórias começaram por ser publicadas na revista francesa “Pilote”. O primeiro livro só viria a ser editado em 1961.

“Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos… Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor.” Este é o prefácio de todas as histórias de Asterix. E este é o álbum de comemoração destes 50 anos, o 34º :

retirada da net

Cadê a Alma, Bebel? [fotos]

Outubro 29, 2009

O pouco de alma que ela nos tentou dar

26-10-2009 - Aula Magna

Pecaços do Show, o baterista tinha muito estilo

26-10-2009 - Aula Magna

Cadê a Alma, Bebel?

Outubro 27, 2009

Foi ontem na Aula Magna o show da Bebel Gilberto, lançamento do CD “All is One”, mas não correu bem. O que aconteceu?! Pelos comentários que fui ouvindo no final ninguém percebeu muito bem. Os mais fãns desculpavam, tentavam encontrar uma razão, os menos só cascavam.

Faltou alma, isso definitivamente. Começou com mais de 30 minutos de atraso, já começou mal mas ainda prometia quando entraram os músicos, fato escuro, gravata preta e óculos escuros. Tomam o lugar na bateria, no saxofone, nas teclas e no baixo. Um cheirinho a blues num qualquer bar em Nova Iorque. Só depois entra Bebel, não tava bem, o copo de vinho – desta vez branco, seria champagne? – foi companhia por pouco tempo, foi rapidamente substituído pela água. Ela queixou-se do calor, pediu para baixar as luzes. Concordo, a sala estava exageradamente quente, e eu não tinha aquelas luzes fortissímas por cima de mim.

Não houve ligação entre ela e a banda, quase nunca, parecia que não se conheciam, parecia até que não conheciam o alinhamento do show, havia alinhamento?!

O improviso (e a música gravada que ela confessou…) não justifica o esquecimento da letra do Samba da Benção tantas vezes cantado pelo pai, e a letra de Vinicius é hino, não se esquece porque Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração … 

O show não durou nem uma hora, com umas palavras que não percebi, porque o som da banda também sempre esteve mais alto do que o da voz dela, abandonou o palco e retirou-se para os bastidores. O pessoal pediu ancore, alguns, porque muitos começaram a abandonar a aula -não tão magna nessa noite – com cara de quem “não estou para isto”. Os músicos voltaram e ela também para mais 2 músicas, desta vez um pouco melhor, quanto a mim, valeu mais este pequeno ancore, do que o show.

Cadê a alma, a sensualidade, o swing, a bossa de outros shows nesta mesma sala ?! É a terceira vez que vou ver Bebel e sempre saí totalmente preenchida, ontem saí vazia, mas na próxima lá estarei para tentar perceber se foi o vinho que azedou.

P.S. Mas deu para tirar umas fotografias que publico mais logo.

E o pensamento voa

Outubro 26, 2009

De repente quando li este texto no suplemento “Mutamba” do Novo Jornal enviado como sempre pela minha amiga AL (já que o pai deixou de o fazer, não sei porquê), o meu pensamento voltou ao passado.
O Cacé Cassé é mais velho do que eu é verdade, mas todas estas recordações dos anos 80 são minhas também. Ele mais como interveniente, eu mais como expectadora. E também as saudades da mesma Rádio Nacional. A Gizela?! Que é feito da Gizela?! Lembrar “O Sol” e a Milú, ainda Monteiro.
E o Eduardo? O Cambwengo, tantas histórias teria eu também.
Adorei o texto e tudo o que está fora do texto, por isso aqui fica, acredito que com a licença do Cacé Cassé.

Tinha jurado a mim mesmo aparecer anónimo em meio a esta homenagem que a RNA resolveu fazer-te, através do Top dos Mais Queridos. Sucedeu tanta coisa, o tempo passou tão depressa, chegámos à idade em que começamos a perder alguns dos nossos mais próximos, e a vida tornou-se naquilo que tem sido, geração após geração, o nosso destino: muitas frustrações com muito copo à mistura, desilusões impensáveis há 30 anos atrás, distâncias enormes criadas com quem, por vezes, atravessou parte fundamental desse pedaço de vida junto a nós. Porém, e como é recorrente nestas situações, começaram a passar-me pela tola, imagens de tudo quanto, desde os anos 80 acabámos por, de algum modo construir, num tempo em que, igualito como hoje, ainda não era possível alguém levantar-se e fazer algo original, que não fosse, nesta nossa terra, alimentada ainda pela inveja, pela raiva, pelo complexo, pelo medo, pela incapacidade, omitir ou tentar destruir.

Partir só pelo puro gozo de partir, sempre e quanto mais fica claro que não são capazes de fazer. Não fazer, mas, principalmente, não deixar fazer. Assim crescemos, entre a sorte de termos ambos Pais extraordinários, um punhado de amigos e apoiantes, e uma estrutura como era a da Rádio Nacional, onde se vivia, respirava e transpirava rádio de verdade, num sentido rigoroso de serviço público e não era ainda um grande armazém de venda de consciências e troca mercantil de dinheiros por passagens de discos…

Lembro-me de entrar na CT 1, e da magia do Arriscado e do Ferreira Marques. Do espanto de, em dois, três dias, estarmos ali horas e horas a compor, a idealizar, a sonhar. Afinal, era só aquilo que nós queríamos. A possibilidade de mostrar aos outros, de levar ao público, as coisas bonitas que íamos fazendo nascer, junto com o Bruno, o Levy, depois o Bibi e por aí fora.

O orgulho de ter nos “Caçulinhas da Bola” uma canção nossa, com um poema dito pelo Rui Carvalho – a quem ainda homenageámos dando-lhe o nome do Auditório que ele construiu e que rapidamente foi entregue não sei sequer a quem, fazendo com que a Rádio perdesse logo desde aí um dos seus principais alicerces…. Se calhar, na volta, o importante era que o nome do Rui desaparecesse rapidamente…!!! O disco a vinil saído a ferros, com a ajuda sempre solidária do António Fonseca, da Maria Luísa. A actuação na União dos Escritores, onde pedimos que fosse debatido o que andávamos a cantar e a tocar. As actuações nas Faculdades que começaram, como sempre tem sido, a desagradar aos militantes mais atentos, mais propensos ao controlo e à censura: que é que era isso, jovens a cantarem nas faculdades? Os mesmos de sempre, que hoje, engravatados engrossam o coro de democratas ultra-liberais cuja função é encherem os bolsos e esquecer quem eram, donde vieram, e o que andaram a (des)fazer em nome do zelo e do sentido que sempre tiveram de criados servidores, atentos e obrigados…

Se tivermos tempo e vida, vamos contar um dia todas essas histórias. E lembrar, evidentemente, não só esse lado, o lado do “Dizer Adeus”, que provocou telefonemas de Ministros mais uma vez aos nossos Kotas, quando queríamos apenas cantar, dizer o que sentíamos, o que víamos, o que já, afinal, graças ao Tio Abílio e à Tia Maria, até já suspeitávamos. Mas contar da Gizela, do Ângelo, do Joseca, do João Assunção, e de tantos e tantas que foram passando nas tuas mãos, nascendo para a música pela tua mão. Alguns deles, hoje agradecem a terceiros o que tinham de nos agradecer a nós. É como tudo na vida… Recordar o “Steinway” onde começaste a tocar piano e te chamavam de brincadeira o Bela Bartok de Angola…

Criaste. Foste para longe – por imperativos profissionais e voltaste. Mas construíste: abriram-se caminhos, descobrimos pessoas, contámos as histórias segundo uma verdade que nos foi transmitida por nossos Pais. Agitámos. Incomodámos. Nunca ficámos satisfeitos. Não sei mesmo se em algum momento, fomos felizes. Momentos de felicidade, sim, muitos. Felizes em toda a sua plenitude, nunca, jamais, em tempo algum. Não é possível. Poucos gostam de ver os outros felizes!!! Resta a consolação da consciência tranquila, do sorriso menos aberto, mais calmo e ponderado mas mais seguro, da experiência que todas estas andanças nos trouxe. E sobretudo, acima de tudo, valendo tudo, recordando o nosso gigante Rui Carvalho, a partir do grande Paulo Gracindo e da frase que ele tanto gostava de dizer: “Fi-lo porque qui-lo”…
Até já, meu irmão das estradas da vida.
Carlos Ferreira

The danger of a single story

Outubro 19, 2009

Cada vez mais viciada no Facebook, admito. Porque estou em permanente contacto com os meus amigos, que, neste mundo globalizado, estão espalhados pelas várias partes do Globo. Mas, principalmente pela constante actualização de notícias. Por vezes até a promoção de fim de semana da loja da esquina, ou a festa do bar da praia.
Hoje, chegou-me às mãos este “talk”. Simplesmente fantástica, a novelista Nigeriana Chimamanda Adichie conta-nos a história de como ela descobriu a sua própria voz cultural, e alerta para o facto de que se ouvirmos somente uma única história acerca de outra pessoa ou outro País, arriscamos um tremendo mal entendido, porque as nossas vidas, nossas culturas são a sobreposição de muitas histórias. Simplesmente genial :

Chimamanda Adichie: The danger of a single story | Video on TED.com

Pequenos pormenores

Outubro 19, 2009

Tavamos a ler um artigo e de repente “65% dos homens portugueses com mais de 40 anos queixam-se da vida sexual” … Mais de 40 anos?! E todos aqueles abaixo dos 40, casados, comprometidos, noivos, que se metem comigo e não me largam?! Perguntou-me ela?!

Bem … admito que fiquei meio sem resposta, ela costuma desabafar comigo e eu vou sabendo. Devem ser os outros 35% – respondi eu, para não ficar calada. Mas assim, não sobra nenhum português satisfeito. Pois.

Mas voltando ao artigo. É sobre detalhes que dão cabo de qualquer momento a dois: as meias brancas e as pulseiras de ouro dos homens ou os gritos excessivos das mulheres, diz o artigo. Eu assim de repente, lembrei-me de um. Quem não tem?! Quem não tem uma história onde aquele pormenor, aquele pequeno detalhe fez o click contrário. O anticlímax. Mas atenção que o pequeno detalhe de uns pode ser o fetiche de outros. Por isso cada vez gosto mais de observar pessoas, de conhecer pessoas, de conversar.

Luandando – Arlete Marques

Outubro 18, 2009

Eu já estava a dever um post há muito tempo. Não só pelo carinho grande que sinto pela pessoa como pela grande artista que acho que é. As mulheres retratadas à sua maneira, as cores, os seres míticos do mar.

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Foi sexta feira, 16 de Outubro a abertura da Exposição e lá estará até 6 de Novembro. No Espaço Restelo, passem por lá. Foi um fim de tarde muito agradável, amei o sítio, gente agradável, bem servido (belas espetadas de fruta), rever amigos, momentos para guardar.

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 “Como pessoa, tem uma personalidade muito forte.
Do seu interior, brota uma paz muito bela.
Como pintora, dá-nos toda a África que tem dentro.”
Fernando Teixeira (Baião)

Céu !!!

Outubro 13, 2009

Só uma palavra. Genial !!!

A rainha dos baixinhos

Outubro 12, 2009

deu kuduro :-)

Dia da amizade Angola-Brasil :


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