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	<title>Comentários em: Cultura por cá</title>
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	<description>...e todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas serão a tua voz presente, a tua voz ausente ...</description>
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		<title>Por: Fernando Baião</title>
		<link>http://kianda.wordpress.com/2009/11/06/cultura-por-ca/#comment-4097</link>
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Baião]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 02:00:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[cultura por lá. Transcrevo um comentário de um amigo meu inserido no seu blogue:
&quot;A  escritora francesa Marie Ndiaye ganhou o maior prêmio literario do seu país - o Goncourt - pelo romance  &quot;Trois femmes puissantes&quot; (ainda não traduzido em português, mas não vai tardar), historias interligadas de três mulheres que circulam entre África e Europa.

Marie Ndiaye, é filha de mãe francesa e pai senegalês ( que como o pai de Obama separou-se da esposa e voltou para o seu país), nasceu em 1967 em Pithiviers (França). Publicou o primeiro romance com 18 anos, quando era  aluna de um liceu parisiense.

A revista &quot;Les Inrockuptibles&quot; afirma várias vezes que ela é &quot;o mais precioso dos escritores franceses&quot;. Gosto desta revista (alguns de nossos mandarins acadêmicos vão dizer de novo que cito uma revista de vagabundos )  e achei um maravilha a entrevista que fizeram com Marie em 9 de agosto deste ano, onde ela demonstra não estar algemada  à fabula das &quot;origens&quot; e diz coisas que desagradam aos que olham as pessoas em função dos antepassados. Nascida e criada em territorio francês, mal conhecendo África, considera-se francesa, mesmo que alguns franceses a olhem  como estrangeira. 

É casada com o tambem escritor Jean-Yves Cendray  e irmã do historiador Pap Diop.

O significado do Goncourt deste ano é duplo, porque deve começar em breve um grande debate sobre identidade nacional francesa, patrocinado pelo ministério denominado das migrações e da identidade nacional. A esquerda vê nesse debate uma jogada eleitoral de Sarkozy com possibilidade de propostas excludentes  e racistas, baseadas nas velhas conversas de &quot;nossos  antepassados, os gauleses&quot; ou Asterix como pai fundador.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cultura por lá. Transcrevo um comentário de um amigo meu inserido no seu blogue:<br />
&#8220;A  escritora francesa Marie Ndiaye ganhou o maior prêmio literario do seu país &#8211; o Goncourt &#8211; pelo romance  &#8220;Trois femmes puissantes&#8221; (ainda não traduzido em português, mas não vai tardar), historias interligadas de três mulheres que circulam entre África e Europa.</p>
<p>Marie Ndiaye, é filha de mãe francesa e pai senegalês ( que como o pai de Obama separou-se da esposa e voltou para o seu país), nasceu em 1967 em Pithiviers (França). Publicou o primeiro romance com 18 anos, quando era  aluna de um liceu parisiense.</p>
<p>A revista &#8220;Les Inrockuptibles&#8221; afirma várias vezes que ela é &#8220;o mais precioso dos escritores franceses&#8221;. Gosto desta revista (alguns de nossos mandarins acadêmicos vão dizer de novo que cito uma revista de vagabundos )  e achei um maravilha a entrevista que fizeram com Marie em 9 de agosto deste ano, onde ela demonstra não estar algemada  à fabula das &#8220;origens&#8221; e diz coisas que desagradam aos que olham as pessoas em função dos antepassados. Nascida e criada em territorio francês, mal conhecendo África, considera-se francesa, mesmo que alguns franceses a olhem  como estrangeira. </p>
<p>É casada com o tambem escritor Jean-Yves Cendray  e irmã do historiador Pap Diop.</p>
<p>O significado do Goncourt deste ano é duplo, porque deve começar em breve um grande debate sobre identidade nacional francesa, patrocinado pelo ministério denominado das migrações e da identidade nacional. A esquerda vê nesse debate uma jogada eleitoral de Sarkozy com possibilidade de propostas excludentes  e racistas, baseadas nas velhas conversas de &#8220;nossos  antepassados, os gauleses&#8221; ou Asterix como pai fundador.</p>
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