Chegou ao fim a festa do Futebol Africano com um justo vencedor, o Egipto. Realmente jogar futebol é isto, o resto é conversa e pontapé para a frente.
Em relação à nossa selecção gostei do trabalho, gostei do que vi mas isto seria apenas o começo, o princípio, a base, muito trabalho terá (teria?) que ser feito agora se queremos chegar mais longe no CAN daqui a 2 anos.
Ao ler a Horagá no NovoJornal lembrei-me do que já tantas vezes repeti, cadê o desporto nas escolas? Cadê os nossos campos de areia vermelha para aquelas peladinhas de fim de semana? O campo da Rádio?
Como poderíamos pretender sonhar com um milagre se, somos alérgicos ao fomento do desporto escolar?
Como poderíamos pretender sonhar com um milagre se, os espaços livres, outrora palco da prática desportiva, foram engolidos pela voracidade do betão armado?
Que fazer então? Nada mais, nada menos do que inspirarmo-nos na experiência organizativa e na cultura futebolística do passado para voltar a brotar talentos como José Águas, Dinis, Jacinto João, Chico Negrita, Jordão, José Pedro, Alves, N’Dunguidi, Jesus e outros. De outra forma, por mais petrodólares que tenhamos à nossa disposição para desperdiçar, não vamos lá. De outra forma, continuaremos a fazer dos Can’s, um opíparo banquete como este que serviu para ajudar a engordar as contas bancárias de muitos cortesãos que se lambuzaram a grande e à francesa com a festança do desperdício…



Começou dia 5 de Agosto e já ganhamos mas com luta (falhamos muitos triplos) por 79-74 frente ao Mali.