Alianças

Hoje, no Editorial do DiárioEconómico.pt 

“Angola foi o antídoto perfeito à anemia do mercado doméstico para as construtoras e exportadoras de todo o tipo de produtos de consumo, das cervejas aos carros de luxo. E, sobretudo, para os bancos, com o BPI e o Banco Espírito Santo à cabeça.

Agora, Luanda vem cobrar esta boleia. Não tendo instituições financeiras com a capacidade de gestão dos bancos portugueses, decidiu avançar com propostas irrecusáveis para todos: ou entregam metade do capital (menos um punhado de acções) das suas unidades locais a investidores angolanos, ou fecham a porta. É a maneira inteligente de tratar destes assuntos quando a malha da lei pode ser alterada de acordo com os interesses conjunturais de um país.

Normalmente estes negócios fazem-se atrás de portas fechadas, sem interferências externas. O azar da Sonangol – e de José Eduardo dos Santos, que patrocina a aproximação – foi ter escolhido como parceiro o BCP, um banco em estado de guerra. A petrolífera é o melhor aliado que alguém pode querer em Angola. A economia do país alimenta-se dos milhares de milhões de dólares das receitas do petróleo. E quem não gostaria de os poder beber directamente na fonte. Até os adversários de Teixeira Pinto reconhecem isto. Não resistiram a usar o pré-acordo com os angolanos como arma de arremesso numa batalha de poder interna. Fizeram mal.”

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