Carreira na Solidariedade …

Bocadinho (o meu parágrafo de eleição, pelo mau, pelo bom e pela esperança) de uma entrevista da minha amiga Gabriela à revista Chocolate

 “… as pessoas têm relatos incríveis para contar desde como foi a caminhada do Huambo para Benguela ou a sopa feita com a pele de cabra do banco velho de madeira para enganar a fome no Moxico. Por outro lado as grandes carências e a desgraça da guerra não limitaram a criatividade nem o amor à arte como por exemplo o grupo Dueto Du Nova Vaga, do Lubango, que faz música com um serrote e uma régua. Vi-os encanterem crianças em Onjiva, cantando os “Meninos do Huambo” recordando-lhes assim que as crianças de hoje, tal como as de outrora que sonhavam “as estrelas são do povo”, têm direito a uma vida melhor. As gentes de Luanda, principalmente as gentes do meio onde o telefone e o carro têm de ser constantemente renovados pois já não estão na moda, têm muito a aprender com o rosto apavorado das nossas crianças, com as histórias inspiradoras da gente que sobreviveu, com os desenhos das crianças traumatizadas. Quem sabe um dia esse reencontro vai acontecer e aí teremos uma nação melhor…”

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