Angola: a semana que termina …

Sexta: O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, procedeu hoje à exoneração (finalmente – digo eu) de André Luís Brandão do cargo de ministro dos Transportes.
Procedeu também hoje à nomeação de Augusto da Silva Tomás para o cargo de ministro dos Transportes, Francisca do Espirito Santo para o cargo de governadora da Província de Luanda, e Graciano Francisco Domingos para o cargo de vice-ministro da Administração do Território.
Quinta: A Frente para Democracia (FpD) considera que a campanha de desarmamento de cidadãos em posse ilegal de armas de fogo não está a ser conduzida com a dinâmica que se esperava.
Quarta: As intensas chuvas que há alguns dias assolam a província angolana do Bié provocaram já dois mortos, dezenas de feridos e o desabamento de cerca de 40 casas.
Terça: A polémica literária em Angola, suscitada pela alegada mediocridade da obra poética de Agostinho Neto, está a resvalar para o domínio político-jurídico, com ameaças de processo-crime por ultraje à moral pública contra o escritor angolano José Eduardo Agualusa.
Segunda: O artista plástico Hildebrando de Melo apresentou dez obras de pintura, numa exposição com o título genérico “Interpretative Realms”, na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos da América – dias 7 e 8 de Abril.

[fonte Angola Digital]

2 Respostas to “Angola: a semana que termina …”

  1. Fernando Baião Says:

    Tirando a saída bem tardia do Brandão, ainda não sabemos qual será o seu próximo “tacho”, todos os outros continuam na dança das cadeiras. Sai de uma, entra na outra. André Brandão, responsável pelo descalabro da Taag, queda dos aviões Antonov, dentro e fora das cidades, no Kazenga, morreu população, problemas no porto de Luanda, empresas de navegação estatais que faliram, a Angonave foi uma delas, trabalhadores fizeram greve durante anos, a greve acabou porque os grevistas foram morrendo lentamente. No entanto, ficou no poder, cerca de 16 anos, é obra.

  2. Fernando Baião Says:

    Quando à Terça, será mesmo crítica literária o que o cidadão Águalusa quis fazer à poesia de Neto ou intenções políticas? Já lhe chamam “o insólito leitor de Neto” e, se crítica literária, porque só agora? Se política (existem outras formas de combater o MPLA, que ele tanto “não gosta”), deve deixar a poesia de Neto em paz, pois dentro de um determinado contexto, as suas mensagens através da poesia, tocaram bem fundo da juventude angolana da época, galvanizando-a para a luta de libertação nacional, onde o actual crítico não foi tido nem achado.

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