Aqui ao lado na “Casa de Luanda”

Vamos andando, quando temos mais tempo, pelos blogs que nos vão aparecendo … pra mim é blog puxa blog, vou parar por alguma razão a um blog (normalmente relacionado com Angola, ou música) e dando uma olhada ao blogroll “clicko” muitas vezes em algum porque gosto do nome. É, comigo é assim, escolho pelo nome. Num desses dias, talvez com menos que fazer ou menos vontade de fazer, fui para à “Casa de Luanda” e gostei. 

São mais os blogs que encontro de estrangeiros que estão em Angola do que propriamente de angolanos, os blogs de angolanos que vou encontrando, vivem fora, por isso, normalmente o olhar é de quem é de fora e está lá dentro ou de quem é de dentro mas está a olhar fora. 

Este, a Casa de Luanda, é de Brasileiros, e este é o olhar deles sobre Luanda. Particularmente, este domingo, uma visita ao mercado de S.Paulo, fotografada, que deu este post.

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14 Respostas to “Aqui ao lado na “Casa de Luanda””

  1. maria Says:

    Kianda, gostei do blog!
    Li o blog todo (tem poucos posts 🙂 ) Ele, o brasuca, não deixa de ter razão em muitas coisas q escreve. 😉 Mas uma coisa é ter Angola no sangue e no coração e outra é ir pra lá a trabalhar sem nunca ter lá vivido e sem ser de lá… e acabadinho de chegar( Dez.07). Nós duas nascemos lá e vivemos lá.Viemos pra Portugal em momentos diferentes…Sabemos bem eu e tu q sempre existiram musseques desde q Angola é Angola, e sempre houve lama desde que houvesse chuva, e q Luanda neste momento tem 5 milhoes qdo em 75 tinha 700 mil hab. e q não houve mudanças nenhumas na cidade para albergar tanta gente e o resultado são os kms de musseques à volta de Luanda de gente q fugiu da guerra. Agora com a paz estao se a ver melhorias mas uma coisa é certa, tanto lixo não havia necessidade.;)
    E eu chamo a minha Luanda de minha!:)

    ( E olha q o Brasil não é uma realidade muito diferente de Angola 😉 )

  2. f. Says:

    Kianda, obrigado pela citação da Casa aqui no seu Silêncio. Não deixa de ser um honra ser lido por angolanos.
    Maria, eu também sei de todos esses dados que você citou – e se você leu o blog todo, deve tê-los encontrado por lá. Porque a minha intenção, o tempo todo, é entender como esta cidade construiu o presente que vive hoje. Menos criticar, mais chamar atenção para coisas que, por serem tão antigas já se banalizaram, como se fosse normal no século 21 as pessoas viverem sem saneamento básico, sem energia elétrica, sem água potável. Angola é um país rico e precisa dividir essa riqueza com os Angolanos. Assim como o Brasil, que com muito mais anos de independência e sem guerra civil

  3. f. Says:

    (xi, mandei sem querer… continuando)
    que o assolasse, até hoje não conseguiu construir um país mais justo e mais igual. (Pra você não achar que eu tenho esse olhar apenas sobre Luanda, quando eu morava no Rio, também tinha um blog, onde seguia a mesma linha editorial: http://www.casadalagoa.blogspot.com.)

  4. kianda Says:

    Eu tb li o blog todo e já andei pela “casa da lagoa” que também gostei muito. Como eu disse no post são olhares diferentes de realidades, nacionalidades e “sentires” diferentes mas acho que o denominador comum, passados 32 anos de independência e 6 de paz efectiva, é o cansaço da desigualdade social de um País que faz gala de ser muito rico!!! Todos temos a nossa quota parte de culpa no processo.
    maria, quando dizes “…e q não houve mudanças nenhumas…” é exactamente essa a crítica que por vezes faço.
    Quando eu critico Portugal oiço sempre alguém que diz “até parece que no teu País é que é bom…”, eu acho que se pode fazer críticas construtivas, análises sociais do país onde se vive mesmo que não seja “nosso”.

  5. maria Says:

    f., eu disse mesmo isso ” não deixa de ter razão em muitas coisas q escreve”. Ambos sabemos q Angola tem MUITO q fazer! Eu todos os anos vou de férias um mês ao meu pais e noto todos os anos as diferenças a nivel de estruturas. É claro que a maior parte das estruturas são privadas. Mas tb se não fossem as privadas q seria dos países? Angola quer-se levantar do “buraco” onde esteve. Nota-se a mudança. Antes o $$ ia prá guerra agora vai para outras coisas. Essenciais ou não o futuro o dirá…Comecei a ir depois da paz e comecei a ir pq tenho o apoio de um amigo querido. Só não estou lá porque a minha vida há muitos anos é aqui e tb pq a minha profissão não é(??) uma profissão para “levantar” o país. Já comecei a ler o casa da lagoa e digo-lhe q em Luanda está no paraíso :))) Continue a escrever que eu estarei aqui todos os dias a lê-lo ( e tb disse “gostei do blog”:) ) e já agora leia o blog de um português que está ai há 6 anos e é conhecido por nós pelo chefe 🙂
    http://sdblog.wordpress.com/

    Kianda, Eu falei nas mudanças a nivel habitacional/empresas/empregos/estradas no perido da guerra por isso os kms de musseques, o desemprego, as ruas sem alcatrão etc e vou pegar nesta tua frase “até parece que no teu País é que é bom…”, e digo-te, quando cheguei agora de Angola disse a uns amigos: -Angola está crescer prós ricos ( isto é claro referindo-me obviamente aos empreendimentos privados, aos condomínios de luxo, à vida cara, ao aluguer dos apartamentos, aos carros de luxo q vi, etc.)! Sabes o que um meu amigo me respondeu? Até parece que Portugal está a crescer pós pobres! 😉

  6. f. Says:

    Maria, eu entendi que cê tinha gostado. Só quis deixar claro que não tenho intenção de ficar atacando por atacar. Luanda hoje é minha casa e gosto muito mais daqui do que poderia imaginar a princípio. Só falta mesmo a casa definitiva, que essa ainda não encontrei (hehehe). Mas de fato, a cidade muda a cada dia. Em cinco anos, estará completamente diferente e acho que essa loucura dos aluguers vai acabar.

  7. migas Says:

    Não posso deixar de meter a colherada, Kianda. Já andei pelo blogue e gostei. Acho que nunca podemos comparar o amor que cada um de nós tem pelos seus países ao que sente pelo país que os acolhe. Para mim Angola nunca vai ter o encanto que tem para a kianda ou para a maria assim como, talvez vocês vejam coisas más em Portugal que, para mim, não são assim tão más. A meu ver, nunca podemos comparar os dois países. Porque Portugal teve estabilidade que Angola não teve. E isso fez desenvolver muita coisa que aqui vai acontecer mas, com tempo e paciência. De referir que eu gosto muito de cá estar e sou feliz aqui (ok, não sou feliz ao acordar às 4:30h da manhã nem com as horas que passo no trânsito). Só não concordo com a comparação entre Angola e Portugal, do ponto de vista de crescimento. Ok, em Portugal há desemprego e atravessa-se uma fase difícil. Talvez não tanto para os ricos. Contudo, eu consigo encontrar classe média em Portugal. Aqui nem tanto. Os professores, por exemplo, apesar de viverem em constante instabilidade em Portugal, eu considero serem classe média. Aqui não. São tão pobres como os trabalhadores das obras. Na minha primeira casa tinha uma cozinheira, ao jantar (era a cozinhera da empresa que cozinhava para os trabalhadores) que de dia era professora de história/geografia. E isso é pratica comum. Isto porque a função pública não é paga a tempo e horas e ela tinha de se alimentar por outros lados.
    Conclusão: apesar de Angola ter muitas coisas más também tem imensas boas. Assim como Portugal. Mas nem eu, nem talvez o F. conseguiremos encontrar os encantos que os nascidos cá, carregam no coração. Mas daí a chamares isto paraíso… oh maria!! :o)

  8. kianda Says:

    com as receitas que eu vejo lá no migas, a tua colherada é sempre bem vinda, ehehehehe … gostei da tua parte da classe média porque eu acho que os pobres passam mal em qq lado, os ricos estão bem em qq sítio também, eu tento analisar o crescimento pela classe média…Sobre a realidade dos professores, em Luanda, sei bem porque a minha mãe era professora …
    Eu percebo o lado da maria porque nos custa sempre ver alguém criticar o nosso País, que amamos, mesmo que concordemos com o que a pessoa está a dizer. Eu era radical, a defender Angola, agora já não sou.

  9. maria Says:

    migas, eu li no blog casa da lagoa( o outro blog do f.) e comentei o que li. 😉
    Agora faz um search no google e busca as palavras e as imagens do seguinte: lixo, criminalidade, favelas e trânsito em S. Paulo e Rio de Janeiro 😉 É claro que não podemos comparar o Brasil com Angola 😉
    Oh migas… estás no paraíso :))

  10. maria Says:

    Kianda, eu tb sou critica podes crer. Não ando aqui a ver tudo “às flores” em Angola. A migas sabe a minha opinião sobre Luanda.Tive a oportunidade de estar com ela 4 vezes. Ela era minha vizinha.Era só descer a rua. lol 🙂

  11. migas Says:

    Pois era vizinha! Mas olha, eu até confesso que aos Domingos, estou no paraíso… Gosto de boa comida, na praia de preferência, e isso em Portugal, temos só 3 meses por ano (com sorte). Como costumo dizer, trabalho 6 dias para ter um dia de férias! Mas durante a semana, a levantar-me ainda de noite (e porque eu não consigo deitar-me cedo) acho que estou mais perto do inferno! Lol
    Mas mais uma vez, repito que gosto muito de cá estar. E tenho planos para ficar por estas bandas mais uns tempos! Mais que não seja para te receber nas tuas férias Maria! :o)

  12. maria Says:

    Agora tenho q ir a guiar ( à candongueira lol ) pra te ir visitar à Maianga, né? 🙂
    Por falar em candongueiro às vezes dou comigo a guiar à moda da banda. 😀 Noutro dia fiz uma manobra “candongueira” q a minha filha disse: Eu não acredito!
    LOLOLOLOL 😀

  13. Fernando Baião Says:

    Só sai do seu País aquele que não tem condições de sobrevivência na sua própria terra, não tem emprego, vive mal e vai para outras paragens à procura de melhor condições, normalmente, monetárias. Angola está a ser invadida por milhares de expatriados, portugueses, brasileiros e chineses, estes em condições especiais, à procura do eldorado. Até há bem pouco tempo não podiam ver um negro à sua frente, agora é tudo uma beleza, “sempre sonhei com este País tropical, o cheiro da terra, o mare sobretudo o Musulu. Dizem que vêm para nos ensinar, formar, contribuir para o nosso desenvolvimento (?), mas é vê-los nas nossas praias, nas horas do expediente. Não querem saber se o angolano aprendeu ou não a sua maior preocupação é que o ordenado em dolares ou euros seja transferido ao fim de cada mês. Cada um tem a sua opinião, é livre de a expressar, mas chamar a um blog “Casa de Luanda” e criticar determinadas situações que até são comuns os seus próprios países é um bocado forte. Todos os países do mundo têm favelas, musekes, bidonvilles, Agola veio de uma guerra interna de muitos anos e tem só trinta e três anos. Por exemplo tem duzentos anos e ainda é o que se vê. A fotografia que apresenta é de uma rua onde estão vários armazens de senegaleses e malianos, a antiga Gajageira, mercado perto de S. Paulo, que se chama “Arreia, arreia” Aqui há dois anos a polícia fechou tudo, houve a primeira greve das quitandeiras, mas depois tudo voltou à mesma, as comissões pagas à polícia, resolveram o assunto. Fique bem. O povo angolano é heróico e generoso e gosta de receber bem, mas que não se “abuse”. Deixam-nos em paz com os problemas que estamos com eles, se não forem os angolanos a resolvê-los ninguem o fará por nós.

  14. maria Says:

    (H)

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