Acabou a polémica

Ontem foi aprovada pela Assembleia Nacional, em Angola, uma resolução que reafirma que a votação para as legislativas irá decorrer num único dia, 5 de Setembro.

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14 Respostas to “Acabou a polémica”

  1. Says:

    Eu apenas assisteirei como Observadora (enviada sabe se lá por quem!!)
    Não me consegui resgistar.

  2. kianda Says:

    Chato, deviam ter aberto excepções para os “atrasados” 😉 , mas tu tb, com essa tua tendência do “sul”, se calhar é melhor não facilitar 😉

  3. Says:

    Eu quando cá cheguei ainda estava a decorrer o processo chamado de Actualização do Registo Eleitoral, porém, “através” da minha vida profissional, quando acordei, esse processo tinha terminado no dia anterior, pontaria a minha!!!
    De qualquer modo, como cidadã consciente, e portadora de bom senso, não votaria, não conheço na realidade nenhum dos Partidos, nem os Programas dos mesmos (será que alguém conheçe??? perguntarás tu), estive muitos anos ausente do país e penso que não tenho informação suficiente para votar, as minhas exigências serão outras, enfim há uma serie de questões que me fariam não votar ou votar em branco. Quanto às tendências de ser do “sul”, esta tendência é completamente deturpada, o facto de criticar e não concordar com muita coisa, não quer dizer que seja do contra, até porque há sempre surpresas, tipo àquela história do comunista que afinal nunca foi, tudo nos levava a acreditar que era, mas nunca o questionamos, apenas achamos ou tinhamos certezas que eram nossas, certo???

  4. Fernando Baião Says:

    Vou-te mandar uns livros sobre as personagens dos anos 50/60 e 70 que lutaram pela nossa independência e podes ver que comunistas, só o Viriato da Cruz, Lucio Lara, Agostinho Neto, António Jacinto e mais um ou outro. Muito poucos. Os mais jovens, julgaram e mal, que o facto do MPLA se ter juntado aos soviéticos e cubanos, que todos os seus membros eram comunistas. O problema estava na Guerra Fria, os americanos apoiavam a FNLA e a UNITA e nós tivemos que procurar outras alianças para não sermos massacrados pelos outros. Daí, o MPLA-PT. Se vocês julgaram, pensaram muito mal e a evidência está à vista, apontem um do governo ou deputado que seja comunista nos dias de hoje. São “istas” mas do capital.

  5. Says:

    Eu acho que os jovens não julgaram, os jovens foram levados a julgar!!
    Fbaião manda-me os livros, eu descobri que não sei nada sobre a história política de Angola (1961-1980), sei apenas o que quiseram que eu soubesse até certa altura logicamente, e por essa razão, há ainda hoje, factos que me surpreendem.

  6. kianda Says:

    xó, percebo as tuas razões todas e a lógica seria exactamente votar em branco … claro que não estar do meu lado não quer dizer estar contra mim, concordo, aliás essa tem sido a lógica do “M” na pressão que tem exercido e nós até a temos debatido … mas tu … hum … tás muito a Sul ehehehehe
    FBaião, se nós julgamos e pensamos mal a culpa foi dos mais velhos que nos transmitiram essa ideia, foi a Oma, Opa, Jota, Escola, nas nossas casas até o livro vermelho do Mao tinha, levou-nos a pensar errado… e olha que somos muitos os jovens a pensar isso …

  7. kianda Says:

    :-), eu escrevi o meu comentário anterior sem ainda ter lido o da Xó, e engraçado, o racíocinio é idêntico. Realmente os tempos são outros, e como se costuma dizer, a História é sempre escrita pelos vencedores … Temos que começar a fazer mais mesas redondas/debates como as do dia 1/Janeiro (Xó vais apanhar falta), mas com menos gritaria, porque realmente os kandengues de outrora somos os kotas de hoje e já vemos/pensamos as coisas pelas nossas próprias cabeças. Precisamos de ir ouvindo/lendo os factos e fazermos os nossos “julgamentos” da história da nossa terra !!!
    Na minha opinião, não sendo agora radicais para o outro lado, ou tentando.
    Realmente, debates e conversas são sempre úteis, né?

  8. maria Says:

    ( no post anterior 😀 – do Global voices )
    Isto é mandarim ou é só impressão minha? lol 😀 😀 😀

  9. Fernando Baião Says:

    Em minha casa, também tinha o livrinho vermelho do Mao e não era maoista, Das Kapital e os trinta e dois volumes das obras completas de Lenine e não era marxisma-leninista, tinha livros sobre o salazarismo e não era salazaristas, era e sou de esquerda, mas sem rótulos.Quando comecei a ver que os principios de igualdade social, oportunidade para todos, foram deixados para trás, peguei nesses livros, dirigi-me a um “Grupo de Acção” do M, que ainda funcionava no local de trabalho e fiz uma oferta militante. O coordenador só me teceu elogios, noutros tempos pediria para ficar em acta, mas como na altura já ninguém lia as tais actas, fiquei por ali. Se vocês foram influenciadas pela OMA, JOTA_MPLA ou outra organização qualquer na vossa juventude, já deviam ter tempo para actualizar as vossas convicções. Não é só fofocar(ahahah), é preciso ler também um coxito.

  10. Says:

    E estamos (apesar de jovens “idosas”), ainda em tempo de nos actualizarmos e temos feito isso, e tu FBaião és testumunha disso, ou não?? nos nossas debates “intelectuais” onde entre a fofoca e o interesse por esses factos e outros muitas vezes se cruzam, vamos descobrindo e aprendendo/conheçendo muiiiiiiiiita coisa, e tu tens sido uma peça fundamental nesses debates, agora não foi só a influência da OMA, JOTA_MPLA ou outra organização que nos encaminharam para algumas direcções e certezas (hoje questionáveis).

  11. Fernando Baião Says:

    Só o facto de termos visto nascer um novo País, que era o nosso, já nos demos por muito felizes. Demos tudo, a nossa juventude, o nosso saber, fizemos sábados vermelhos, andamos na alfabetizaão, limpamos ruas, enfim, fizemos sacrificios com sorriso nos lábios. Demos bonitos exemplos aos nossos filhos. O contexto era outro. Mas o mundo gira, infelizmente para pior, foi o aconteceu conosco, tudo o que idealizamos, foi por água abaixo. Hoje, descobrimos que o idealismo é só dos poetas. Hoje duvidamos de tudo e de todos, já não temos idade para fazer revoluções, cabe aos mais novos intervir, se quizermos um país de futuro para todos e não só para alguns.

  12. Kissonde Says:

    “Eleições em Angola”. Votação em 1 ou 2 dias, isso pouco importa. Será que o jogo será limpo? Não me refiro ao dia da votação, à contagem dos votos, etc…

    Mas sim à necessária democracia na liberdade de expressão e aparição, para todos os angolanos. Custa-me a querer que isso esteja garantido. Não tenho preferência nesse jogo partidário. Apenas acho que o problema de Angola não se resume a um resultado eleitoral, seja ele qual fôr, à partida viciado.

    Não sou totalitarista, nem anarquista, não sei o que sou (será que isso importa!), mas uma coisa eu digo… lembram-se do “Ensaio sobre a lucidez” de José Saramago. Se calhar um pouco dessa lucidez seria benéfica no caso angolano.

  13. kianda Says:

    Acho kissonde, minha modesta opinião, que toda a transperência por mais pequena que pareça ser, é importante, num processo lento e complicado. Como já disse algures noutro post, “à mulher de César não basta sê-lo”, não vamos conseguir construir uma Angola democrática em poucos anos – ok, eu sei que já tamos a somar muitos – mas migalha a migalha, tijolo a tijolo , malembe-malembe chegamos lá.
    Gostei do facto, de as vozes se terem levantado sobre um episódio que era polémico e o partido com maioria não ter levado a proposta a votação … é um passo !!!

  14. f. Says:

    Este debate via comentários parece ser uma discussão entre amigos, então preciso manter-me de fora porque OMA, JOTA-MPLA etc não fizeram parte da minha realidade. Só queria registar que a decisão de manter a votação em um único dia veio em boa hora, porque isto de votar em dois dias já estava mesmo a cheirar queimado. E que a conquista de liberdades plenas de expressão e pensamento é um processo lento mesmo. É preciso controlar a ansiedade. Só o tempo e a prática amadurecem o sentimento democrático.

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