Filhos

Porque quase todos nós os temos e porque todas as fases e idades têm os seus problemas,  os filhos acabam sempre por ser um tema recorrente das conversas entre amigos e amigas.

Porque realmente cada vez mais, cada filho é um filho e como eu educo o meu pode não servir para tu educares o teu, mas é debatendo, ouvindo, lendo e principalmente aplicando as “melhores práticas” que com jeitinho chegamos lá.

Temos, no meu grupo de amigos(as), realmente nos últimos tempos falado muito sobre os problemas com os nossos filhos, problemas na escola, conversas de adolescentes (ou pré – aquelas nem sempre fáceis conversas sobre sexo, droga e alcoól), síndorme de sei lá o quê, psicólogo, hiper-actividade, traumas, separações … uuuffffaaaa … não tem sido fácil.  

E como nós, muitas vezes e até na maior parte das vezes, já trazemos uma culpa de trás, já carregamos um peso grande nas costas, ao ler um artigo sobre “Culpa Familiar”, lembrei-me que podia ser um bom tema.

Deixo aqui algumas regras/conselhos a observar com os nosso filhos, escritas pelo psicólogo Robert Neuburger para tentar evitar culpabilizar os nossos filhos, porque segundo este psicólogo todos nós o fazemos, mesmo sem nos darmos conta:

  • Não lhes faça as reprimendas que ouviu durante toda a sua infância (Ex: “Acaba o que tens no prato porque há muitos meninos que não têm nada para comer”)
  • Não enfatize as semelhanças negativas com alguém da sua família (“Fazes-me lembrar o teu avô. Na família, todos diziam que era um falhado”)
  • Evite dizer-lhe que ele é mais mimado do que você alguma vez foi (“Na tua idade eu não tinha mesada”)
  • Encoraje-o e felicite-o quando sentir orgulho nele
  • Não lhe esteja sempre a pedir que “se ponha no lugar” daqueles que o chateiam ou que lhe fazem mal
  • Se ele for tratado com dureza ou mesmo maltratado injustamente, diga-lhe que ele tem o direito de se defender
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10 Respostas to “Filhos”

  1. maria Says:

    “”Não lhes faça as reprimendas que ouviu durante toda a sua infância (Ex: “Acaba o que tens no prato porque há muitos meninos que não têm nada para comer”)””
    Kianda, hoje ainda digo essa frase à minha filha… E acrescento: – O que não comeres guarda-se, não se deita fora, pq há muitos meninos a passar fome. 😉

  2. maria Says:

    leia-se (… )passarem (… )

  3. Bibbas Says:

    Bom, claro que me revi nalgumas passagens..a do prato, tal como a Maria…mas tb acrescento sempre…”quem te mandou teres mais olhos que barriga”…tb ja mencionei a mesada pois eu nao tinha mesmo hehehehehehe…nao vou fazer mais isso. Mas por outro lado acho bom lembrar aos meus filhos tem muito mais do que eu tive e como tal devem valorizar, claro sem nunca os culpabilizar. Sendo eles os nossos filhos o nosso maior compromisso, eu adoro falar sobre tudo ligado a eles…nessas conversas ja aprendi muito, assim como nos livros…tenho um livro que me marcou muito k se chama “coloring out of the lines” k explica como “how to raise a smart kid”…tenho vindo a tentar…

  4. Bibbas Says:

    Coloring Outside the Lines (Paperback) by Roger Schank (Author). Um livro usado custa 1.07 usd no amazon…

  5. Says:

    Quais de nós (mães), nunca fez nenhuma das reprimendas citadas?? E pior, se calhar enquanto crianças, juramos a nós próprias que jamais fariamos isto a um filho.
    Se fossemos inquiridas sobre o assunto, teriamos mais algumas reprimendas a acrescentar ahahahahah.
    Relativamente ao exemplo da comida no prato, eu pessoalmente, vou continuar a citar, por vários motivos, este eu considero intemporal e educativo, até, é apenas a constatação de um facto, pelo menos quando a minha filha se for servir e achar que vai deixar no prato, naquele momento vai-se lembrar que alguém está necessitado daquela parcela que ela por egoismo ou gula, colocou no prato.
    Bom, mas pelo menos 2 das sugestões ideais eu defendo e aplico sempre “Se ele for tratado com dureza ou mesmo maltratado injustamente, diga-lhe que ele tem o direito de se defender”, sobre isto a minha filhota não se pode queixar, porque está cansada de ouvir, assim como: “Encoraje-o e felicite-o quando sentir orgulho nele”.

  6. kianda Says:

    Eu por acaso, como sou muito crítica (ai é???) , normalmente falo quando está mau, mas não elogio quando está bem. Faz parte da minha lista de “melhoramentos de carácter” e tenho melhorado imenso. O que mais me chamou a atenção, confesso foi o ponto “Encoraje-o e felicite-o quando sentir orgulho nele”, porque tinha feito na semana passada, antes de ler o artigo !!!

  7. cat Says:

    Eu dou mesada. Quando tinha a idade do meu (7 anos), já a recebia e sabia que ou poupava para uma coisa maior ou gastava e não havia mais e sempre achei que era uma excelente ferramenta para aprender o valor do dinheiro, que custa a ganhar – neste caso, o deles, em tempo, que é um valor de troca que para eles custa a passar – e que não é infinito. E o orgulho dele em poupar semanas e semanas e semanas para depois comprar uma coisa que gosta e dizer, na caixa, com a nota na mão “eu é que pago com o meu dinheiro” vale a pena. 😀 (ou, em escala pequena, levar uma moeda no bolso e dizer-me “vamos ao café que hoje eu pago-te uma bica” lol.

    De resto, acho que para os educar é bom senso e bom exemplo, amor, carinho e disciplina e orgulho neles e não ligar muito aos conselhos dos outros lol. E, para nós, mães sozinhas, é duro e complicado fazer dos nossos meninos, homens de bem, mas chegamos lá. 😉

  8. kianda Says:

    O artigo era sobre culpa familiar e realmente fora do contexto as regras ficam confusas…a questão maior era evitar passar culpas (eu leio traumas) que por vezes trazemos nas costas e não passá-los para os nossos filhos, de uma certa forma quebrar a “cadeia”.
    Sabes cat, por acaso no meu grupo de amigas, todas tentamos fazer o melhor, usar o “nosso” bom senso mas muitas vezes, em casos mais complicados gritamos por socorro e temos ajudado-nos muito, muitas vezes…

  9. JES Says:

    Embora a felicidade seja influenciada pelos prazeres e infortúnios quotidianos, ela transcende-os. Filhos causam preocupação, dão trabalho, custam caro e restringem a nossa liberdade. Ainda assim fazem-nos felizes.

    Como dizia uma boa amiga a quem eu queria, com insistência, fazer feliz e instituir familia: “Um dia que tenhas filhos entenderás melhor a minha atitude”. Podes crer que Já entendi e ja te entendi amiga… Beijos no coração.

  10. Taia Says:

    eu dou mesada, cada uma de acordo a idade dos meus filhos mas cada vez q eles deixam roupa no chao do quarto ou cada vez q chegamos a casa e encontramos a sala desarrumada são descontados na mesada e tem funcionado………
    aprendi a pouco tempo (confesso) a elogia-los e a pedir-lhes desculpas quando sou injusta. Confesso q me irrita bastante qd deixam comida no prato e aplico várias vezes a repreendidela q esta la em cima: acaba o q tens no prato pq ha muitos meninos q n tem o q comer.
    Amigas uma vez falamos sobre isso e volto a afirmar, atenção com as conversas q temos a frente dos nossos filhos é importante educa-los no sentido de não comentarem o q ouvem, mas é importante sabermos q eles n tem muitas vezes capacidade/idade/maturidade para guardar segredos e nós não podemos exigir isso deles.

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