“O Herói”

O filme do diretor angolano Zezé Gamboa, numa co-produção de Angola, França e Portugal, venceu o prêmio do júri para melhor filme dramático estrangeiro no Festival de Sundance,  nos EUA, dedicado ao cinema independente.

“O Herói” conta a história de Vitório, um soldado de 35 anos (o actor senegalês Oumar Makena Diop) que regressa a Luanda mutilado pela explosão de uma mina, de Maria Bárbara que procura os filhos que desapareceram na guerra, de Manu que procura pistas do seu pai, também desaparecido, e de Joana que acredita numa Angola mais justa.

A idéia, segundo o Cineport, surgiu quando Zezé Gamboa em 1991, viu uma fotografia da agência Reuters, de um mutilado de guerra em Luanda, mas demorou quase dez anos para captar recursos. 

Neste momento, o realizador elabora actualmente novo filme, em colaboração com o poeta e roteirista moçambicano Luis Carlos Patraquim. Deve chamar-se “O Filho do Império”. 

Fonte : África21

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3 Respostas to ““O Herói””

  1. bibbas Says:

    Eu vi o Heroi e gostei muito não só pelo seu conteudo, mas por ser um filme que nos lembra de um passado muito recente, com cicatrizes muitos abertas esperando anciosamente por uma placa de silicone para acelarar a cicatrização. Angola esta cheia de herois a espera que pessoas com talento, com coragem e determinação para angariarem fundos e colocarem as suas vivencias na tela para que geração futura consiga perceber um bocado as razoes subjacentes da nossa existencia e de muitos nossos traumas. As vezes pergunto-me onde andam os herois da caminhada Huambo Benguela? Os herois da guerra do Uige? Os sobreviventes da batalha do Kuito Kanavale…Quem vai contar essa estoria do ponto de vista do que sentiram, do que passaram e como sobreviveram…

  2. patadasilva Says:

    Bem dito dna. Bibbas. Tentei encontrar alguma coisa aqui na imprensa americana, mas nao consegui…vou continuar a procurar, ate´porque quero ver.

  3. kianda Says:

    Depois do Obama, o heroi aparece pata 😉 . Eu tb ainda não vi.
    Exactamente, muito bem dito. Os fundos para a Cultura é que são sempre os mais dificeis, mas … “andar com fé vou …”

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