São Valentim

Foi ontem. Mas como ainda são 2:27 e não dormi posso ainda mandar um beijo.

O ano passado escrevi um bocadinho o porquê da existência deste dia, e mais uma vez deixo aqui um grande XUAC a todos vocês. A todos que têm a  capacidade de amar, os pais, os filhos(as), os amigos(as), os maridos, as mulheres, de amar alguém !!!

É engraçado que é outro tema que teria pano para mangas, ou letras para post melhor dizendo, neste contexto. O que é o Amor e porque mexe com tudo e com tanto. E existe amor à primeira vista?! Primeiro é paixão, depois vira amor?! O amor constrói-se ou vai-se sentindo?

Veio uma amiga ter comigo para me perguntar se uma paixão deve ser vivida se não pode ser vivida por inteiro. A minha idade já me ensinou que a paixão passa, não se consegue manter a chama acesa para sempre, e o início, quando tudo é novidade tudo é vivido com uma intensidade a dobrar, a triplicar . . . e se essa paixão só pode ser vivida pela metade, mas é tão intensa, merece uma chance?!

Sei lá eu responder. Quem me conhece bem sabe que peco por excesso de racionalidade. Tudo tem que ter um porquê, uma explicação. Tudo tem que bater certo, tem que ser correcto. É uma luta meio inglória porque a vida não é assim, porque cada vez menos é assim. Talvez por isso eu esteja a tentar mudar. Talvez nunca seja mais emotiva do que racional, mas a minha luta também não é essa porque perderia muito da essência daquilo que sou, a minha luta é tentar encontrar um equílibrio entre esses dois pontos, o emocional e o racional. Mas, como ainda vou a meio dessa luta não consigo responder à pergunta da minha amiga.

Vocês ajudam?!

7 Respostas to “São Valentim”

  1. aNa Says:

    [humm… 02:27 e mandas-me tu dormir??😉 por acaso ontem, ao fim de alguns dias, já dormia]

    mas, não fugindo do tema. essas coisas do coração são de difícil palpite. aliás, sensato mesmo é não dar palpite nenhum😀. porque na verdade cada um de nós é que sabe como deve agir, e na maioria das vezes, quando pedimos uma opinião só queremos que nos confirmem o que nós queremos fazer. raramente aceitamos conselhos contrários – e até acho muito bem que assim seja. se temos uma determinada orientação prévia é porque é assim que queremos agir. e por muito disparatado que seja, há que seguir o instinto. só assim se aprende e se estabiliza o espectro das paixões e dos amores. claro que, aqui e ali, há cabeçadas que se dão (nem têm conta, as minhas). mas fazem parte do nosso caminho de crescimento.
    e, querida Kianda, racionalizar muito também não é bom… porque pode-se deixar fugir uma oportunidade que até é boa, só porque se anda à procura da razão pela qual ela apareceu. isto digo eu, que o que tu tens em racionalidade tenho eu em emotividade.😉
    beijos daqui. (com algumas melhoras, finalmente!)

  2. smile Says:

    Eu dou vivas a São Valentim, pelo seu dia especial e á Kianda, pelo blog e pelo post, que permitem aos comuns mortais estas dissertações e, acima de tudo fazem com que pensemos na paixão, no amor e na irracionalidade com que nos deixa. Viva toda a paixão que tem a sua “chance”!!! Ks😉

  3. marinalua Says:

    humm, se as paixões devem ser vividas se não podem ser vivida por inteiro?? ao contrario da Ana eu acho que eu gosto de dar palpites e gosto de ouvir palpites, as vezes num palpite consigo perceber e ter ângulos de visão completamente diferentes do meu e isso ajuda me a ver várias perspectivas…outras perspectivas…Para mim a paixão é um momento único e um momento acompanhado, uma química que acontece entre duas pessoas…Paixão é sentir um frio na barriga, um aperto no coração, a ansiedade de sabermos que a pessoa esta a chegar, mas sentir os minutos como se fossem infinitamente enormes…Para mim quando existe é mutua, e vale sempre a pena viver uma paixão (para mim e dentro daquilo que defino como paixão)…O ciclo de vida que ela tem é que depende de nós, vale a pena estica-la ate que ponto quando ela é difícil ou mais complicada de viver?? Para mim o ponto de equilíbrio tem a ver com aquilo que somos e quão verdadeiros queremos ser de nós para nós…toda a paixão vale a pena enquanto o prazer que tiramos dela é maior que dor que ela nos pode fazer passar…é ter mais maturidade e sabedoria e saber a hora de sair ou de nos atirarmos para eventualmente um amor…quiça!!! como diz a nossa amiga bibila, there’s hope…

  4. Bibbas Says:

    Diz a tua amiga que SIM! A paixão pode ser vivida mesmo que não seja por inteiro. Depende sim do tipo de paixão (até pode ser platónica), do tipo de entrega e do tipo de expectativas que temos da outra parte…claro que a paixão passa, como tudo na vida, mas ai fica o amor ou então nada !!! Quando fica o amor as pessoas constroem um caminho (ou esticam como diz a marinalua) lado a lado e sorrindo vão se lembrando do tempo que havia paixão, conscientemente (apelando ao racional) se proporcionam momentos especiais, onde por causa do amor que existe, a paixão volta…vão de férias juntos, fazem amor na praia, e fazem outro tipo de loucuras…mas quando não existe amor, e a paixão passa, cada um vai para o seu lado e se recordam nos emails, nos blogs e nos sms´s a paixão que existiu um dia entre eles. No amor não podemos ser muito racionais até porque amor e ódio andam muitas vezes de mãos dadas. Não tem tudo que bater certo, porque nos somos todos um bocado incertos e contraditórios. O amor está nas coisas simples…como esquecer o dia dos namorados e rir sobre isso…

  5. marta Says:

    Pessoalmente não acredito no conceito de “paixão vivida pela metade”…como tu, acredito que a paixão seja transitória, passageira, eventual ponte para um “sentimento/compromisso maior”…vejo a paixão como uma “cena de pele, de cheiro, carnal, de sangue” e do “é já”…nesse sentido, ou é consumada ou logo passa (sendo o “logo” relativo…) …não consigo conceber uma paixão (“estado efémero”) pela metade…ou se vive a paixão intensamente (não acredito que se consiga viver de outra maneira) ou se deixa-se extinguir o fire (lentamente)…lol …
    …de qualquer maneira, “achismos” vamos ter sempre (todos) mas cada caso é um “causo”…;)

  6. Patadasilva Says:

    lol, epa´Kianda tu bem me conheces…paixoes comecam e acabam, vivem-se e esquecem-se…se tens que perguntar esquece e toca para frente porque ja estas a racionalizar muito e a complicar…paixao que e´paixao e´vivida intensamente, lembrada com um sorriso nos labios e sem arrependimento. Nao percebo o que quer dizer nao pode ser vivida por completo, porque na minha opniao nao existe viver metade de uma paixao…

  7. kianda Says:

    Eta assunto comentado e debatido e é engraçado eu ter escrito este post com uma ideia e ver que as pessoas leram e interpretaram com outras ideias e constatar que somos todos diferentes. Esta diferença é que faz o mundo ser tão belo.
    Concordo com a aNa quando ela diz “pedimos uma opinião só queremos que nos confirmem o que nós queremos fazer.” principalmente se achamos que o que andamos a fazer não é o mais certo, queremos que nos legitimem.
    Tb concordo que certas paixões não se deve parar para questionar, senão estraga tudo, ou se vive ou …

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