Mariza em Luanda

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Por ocasião do dia de Portugal (🙂 ) . No Cine Atlântico, às 21:00h do dia 9 de Junho. Por 4.000Akz.

42 Respostas to “Mariza em Luanda”

  1. Fernando Baião Says:

    Não gosto muito desta senhora. Também agora todo o mundo vai a Angola, rápido e em força. Dos dez mil tugas, aqui há uns cinco anos, passaram a mais de cem mil. Justifica-se cantar o fado, por este andar um dia deste vamos ouvir outra vez, o refrão, “Angola, é nossa”, “Angola, é nossa”. Chiça, como dizia o meu avô, isto está a ficar feio, como o dizia o tio das calças novas em Setembro.
    Kandandu

  2. Bibbas Says:

    É impressão minha, ou la anda smpre com o mesmo vestido??:)…não sou fã desse tipo de musica, mas ela tem um voz do “catrino” como diz o meu pai!!

  3. XO Says:

    Ela devia ter vindo por ocasião do Dia de África, fazia mais sentido e relembrar as ‘ketas’ que ela cantava com os amigos cantores angolanos, mesmo que o sonho da vida dela desde pequenina na Mouraria, tenha sido ser fadista 🙂
    Anyway, eu acho que ela tem uma grande voz!

  4. XO Says:

    FBaião,
    Já leste esta notícia? ahahah!! Parece que os aviões não chegam para tanta solicitação.
    http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=23835.
    Beijo bem doce

  5. kianda Says:

    🙂 Xó. Falta aqui o pai do herdeiro pra dizer “deixem lá a miúda, tu e a Xó são umas invejosas!!!” … eu deixo !!!

    Já na “capitar” ?!

  6. XO Says:

    O pai do herdeiro sabe mto bem que temos razão, mas entendo, faz parte da solidaredade dos artistas.
    Ainda não tou na ‘Capitar’, estou no aeroporto da Catumbela, navegando no pequeno computer da herdeira ‘através’ da net móvel, há aqui um plasma aos berros com o volume tão alto capaz de incomodar um surdo, enfim …. fazer o quê??! Espero não ter mais aventuras desagradáveis para relatar.
    Amanhã, ao que tudo indica, a minha odisseia estará nas bancas😉

  7. HC Says:

    Deixem lá a miúda, tu e a Xó são umas invejosas.

  8. XO Says:

    ahahah! HC, beijo cheio de inveja!

  9. Fernando Baião Says:

    Ter boa voz, não chega. É preciso caracter e não renegar aquilo que se foi. Foi a Angola fazer o quê? Não gostamos de fado, não foi pelos nossos lindos olhos, foi por coisa que ofusca os olhos, kumbu, bwé. Ainda por cima, cantar no dia de Portugal a que antigamente diziam que era “Dia da Raça”. Qual raça? Mestiço, antigamente, no tempo da outra senhora, queria ser bramco, depois da Dipanda, queria ser negro, agora está outra vez com manias de ser ngweta. Muda-se conforme os ventos, aplica-se também a essa cantora.
    P.S. As minhas amigas Xó e Bibila não são invejosas, são sinceras

  10. kianda Says:

    FBaiao, não era a tua amiga Bibbas, era a Xó e a Kianda🙂

    Aviso à navegação: o HC não é o pai do herdeiro … apesar de eu achar que ele gostaria de ser LOL !!! Invejoso!!!

  11. kianda Says:

    Ahhhh … a minha amiga virou famosa “através” da sua odisseia https://kianda.wordpress.com/2009/05/19/voo-dt472/ . Já está publicada num (pelo menos) semanário da nossa praça😉

  12. maria Says:

    Xo, alguém te “ouviu”.😉

    Eu tb acho q ela anda sempre com o mesmo vestido.😀

  13. Fernando Baião Says:

    Engano alzheimiano. Sorry, pardon

  14. Miguel A. Says:

    Tão tristes os comentários do Sr. FB que nem merecem grandes comentários: então não fomos todos ver o PF a Lisboa, e outros ao Porto, e outros até aos 2? e não adorámos? barra-se a porta da próxima vez?

    Tb não gosto muito da senhora, mas os comentários são absolutamente deploráveis; diria mesmo alzheimeanos…

  15. aNa Says:

    Fernando Baião
    essa animosidade toda, para com os portugueses que decidem ir para Angola, tendo por base reminiscências do passado, parece-me um pouco extemporânea.
    na verdade, já nenhum destes portugueses tem responsabilidade no facto de ter sido Portugal o colonizador angolano. podia ter sido Holanda, Espanha, Inglaterra… foi Portugal.
    o passado não se apaga e acho bem que esteja sempre presente na hora de se fazerem balanços. é com o passado que aprendemos.
    mas não me parece que, ainda inconscientemente, na cabeça de quem emigra vá esse refrão salazarista de que ‘Angola é nossa’.
    mas, meu caro, há um universo incontrolável que é o universo dos afectos. e aí, por muito que ao senhor lhe possa desagradar, há muitos portugueses que ainda sentem que uma parte de Angola lhes pertence. pertence no coração, na família que lá construíram, no amor que conheceram e em todas as vivências que por lá experimentaram. não é um sentimento de posse no sentido de quem quer tirar usufruto daquilo que Angola é hoje. é um sentimento de que, por uns tempos a sua vida ali esteve ligada, ali foram felizes.
    é um sentimento, e por mim agora falo que vim com 12 anos e hoje tenho 45, de pertença. de identidade emocional. de tudo aquilo que a razão não explica, mas o coração sente. como se fizesse parte de uma grande família, cuja maioria dos seus mebros eu não conheço. mas reconheço. reconheci a Kianda, por exemplo. e que bom que foi e é.
    abraço.

  16. Marpires Says:

    Só mais um comentário de uma portuguesa: dia 9 não é dia de Portugal, mas sim dia 10…

  17. kianda Says:

    Marpires é por ocasião, acho que a Embaixada e a Caixa Geral de Depósitos que são patrocionadores sabem que não é no dia 9😉

  18. Bibbas Says:

    Gostei, aNa…

  19. JOKA Says:

    Parabéns Ana!
    Gostei da explanação.

    Medianizando, reconheço valor ético e moral, mas fundamentalmente sentimental, nas suas palavras e revejo-as intrinsecamente nas veias de muitos portugueses, que por Luanda me cruzo inclusive nas minhas.
    Pesa embora, reconheça também, a existência algum (sou modesto) voyeirismo oportunista, de também muitos tugas, que pelos arredores da praça do kinaxixe, bem como pelas redondezas do 1.º de maio, vadiam.

    É com franqueza que embora português, nascido em Portugal, e com uma vivência de meia dúzia de anos, por terras angolanas me afaste todos os dias mais um pouco da mentalidade dos Tugas, supra mencionados. Muito embora, preze por ser patriota, reconheço razão aos angolanos na dissertação que tecem e cotam os Tugas, nomeadamente na pequenez mental, na mesquinhice e na ingenuidade comparativa com Portugal que promovem face ao “El Dourado” que julgam ser Angola.
    Poderia efectivamente ser um “El Dourado”, porém só o será, quando passarem a DEFA do 4 de Fevereiro,com vontade de ajudar, para serem ajudados.
    Estes tugas olham demasiadamente para o seu umbigo, e menosprezam quem os rodeia, principalmente na terra destes.

    Contudo, regresso ao inicio, e alerto, por causa dos acima designados Tugas, é que quem sente angola, quem ama angola, que se sente bem junto deste ar, é prejudicado junto dos angolanos.

    Quanto ao Fado, sou um eterno amante, vivo-o, sinto-o e saboreio-o.
    Mariza, é para mim, das principais vozes mundiais.
    Vou lá estar!

    Quanto á Data do concerto, tenho que partilhar a opinião do FB e XO, foi infeliz. Demonstrou, claramente, para mim, a possessão Salazarista.

    Gratos

  20. aNa Says:

    Bibbas
    obrigada🙂

    Joka
    pequenez é coisa que existe em todos os povos. o português não é excepção.
    sabe, eu opto sempre por ver o lado bom das coisas. e acho que Angola é suficientemente fascinante para seduzir mesmo os que são de mentalidade pequena – e não me estou a referir, novamente, aos atractivos materiais.
    para além disso, recuso-me a ver nos olhos dos outros aquilo que não consigo vislumbrar nos meus – ingenuidade, talvez, mas gosto de ser assim.
    boa estadia por aí. e obrigada pelo comentário.

  21. kianda Says:

    E bem vindo Joka ao silêncio. Vá aparecendo e contando coisas de Angola, vistas e sentidas, pelos seus olhos.

  22. Sostrova Says:

    Qué lá isso de o Fernado Baião não poder dizer o que pensa???
    Ser politcamente incorrecto é crime???
    Eu sou daltónico mas distingo branco de preto. Sou do suburbio, nascido e criado no Barreiro (margem sul de Lisboa) a cidade mais negra de Portugal. E sempre assiti a brancos armados em negros e negros armados em brancos. A cantora que é da mouraria quis ir à Banda fazer o quê??? facturar, claro. E não acham que é uma especie de neo-colonialismo??? em lisboa canta por 10 ou 12 mil euros e em Luanda foi facturar 4 ou 5 vezes mais…O facto de ser mestiça é um argumento que serve para a fadista se afirmar entre as fadistas brancas (tão boas ou melhores que ela) como diferente e herdeira de uma ancestralidade africana que regeita sempre que pode!!! Já a viram cantar em concertos daqueles organizados cá em Lisboa para e pelas comunidades africanas??? Claro que não!!! Para isso a fadista é branquissíma, loura e nordica talvez… mas para ir facturar o dolars do M, já é uma cantora da lusofonia… É de uma grande hipocrisia sim senhor!!!
    E em relação ao neo-colonialismo que se vai vendo nestes dias que correm tambem é preciso dizer algumas verdades… Com a paz, voltaram todos aqueles (brancos, negros e mulatos) que passaram os ultimos 20/30 anos em Lisboa a cospirar contra Luanda e a promover o tribalismo, selvajaria e matubismo!!! Passaram decadas a mandar vir os sobrinhos e os filhos de amigos para a tuga estudar para fugir ao esforço de guerra que foi feito heroicamente — sem pudor pela palavra heroicamente– pelos filhos do povo que não tinham padrinhos… Agora voltaram os muatas e está tudo a encher os sacos… Em Portugal vejo brancos e negros racistas e classistas que vivem em Luanda e dizem à boca cheia a vêm à Europa cortar a cauda. Como no tempo do colono.
    Ás vezes é preciso ser politicamente incorrecto.
    Quando Angola precisou de ajuda quem é que esteve lá? quem é que deu o couro quando os bandidos entraram em Luanda para disputar eleições carregados de armas? foram os portugueses que esperavam que o Savimbi ganhasse e que o Soares abrisse outra vez o quintal angolano para exploração? foi a Europa que assobiava para o lado e comprava os diamantes da Unita??
    Enfim. Desabafo feito.
    Um abraço a todos os kambas do M.

  23. Bibbas Says:

    Porquê que a Mariza terá que somente ir a Angola facturar? Pode ir, e acredito que vá, por múltiplas razoes, como cantar para que os fundos revertam para os mais vulneráveis. Muita, mas muita gente vai Angola para simplesmente conviver, ver e abraçar o que de mais existe lá…um clima de afectos que a aNa tão bem descreveu. Angola é de todos que a querem amar e explorar…Agora, o que eu não entendo mesmo, sendo Angolana de passagem em Portugal, é este ataque aos portugueses que hoje vão para lá. Ataque esse, que muitas vezes vem de Angolanos que escolherem Portugal para viver e criar os seus filhos e consolidar as suas amizades e relações. É bom lembrar, que nos anos da guerra em Angola, todos aqueles que podiam tiraram os filhos de lá. Gente, muita gente, que hoje serve o regime e faz dinheiro em Angola, estudos em Portugal por causa da guerra e do ensino deficiente que tínhamos…coisa que eu não condeno, pois como referi, o contexto era diferente. Da mesma maneira, que contexto em que os portugueses hoje trabalhar em Angola é totalmente diferente. Hoje vão, na sua maioria jovens profissionais que querem sim,ganhar dinheiro…qual é a complicação???!! Quem não gosta de ter trabalho? O que me irrita profundamente, é ouvir os angolanos/portugueses (sim pois a maioria tem um pé em Angola e outro em Portugal) a viverem em Portugal por opção, a criticar os portugueses que vão para lá trabalhar, argumentando sempre que eles só querem “sacar”!! Esquecendo muitas vezes que subjacente ao “sacar”, esta ganhar experiência, fazer economias para dar entrada a uma casa, e tb passar um bocado do saber aos Angolanos que por razoes óbvias andaram em escolas com algumas deficiências. Relativamente a ajuda, que aqui se fala que Angola precisou…até é de rir…pois os países “não se ajudam”…os países têm relações de interesses, e Angola foi tendo com vários países incluindo Portugal…os Americanos foram o nosso pior inimigo, financiaram a UNITA durante anos, e hoje somos todos grandes amigos…eu até casei com um!!! Vamos acabar com esta xenofobia por favor!!!

  24. XO Says:

    Concordo 100% com a Bibas, sou angolana e vivi 18 anos da minha vida em Portugal onde fui sempre muito bem tratada, onde fiz muitos amigos, onde fui valorzada profissionalmente e sempre com nacionalidade angolana (não, que não tivesse requerido a portuguesa, mas isso agora não interessa nada).
    Relativamente às atitudes/comportamentos de uns e de outros emigrantes (tanto cá como em Portugal), há sempre os que têm atitudes menos correctas e aceitáveis, mas não podemos generalizar. Na minha perspectiva cada um é livre de escolher para viver o local onde se sente bem e deixar e lado os episódios do passado, penso que são facturas que já estão liquidadas.

  25. XO Says:

    Kianda, a odisseia está num semanário e num diário da praça.
    Maria, penso que sim que alguém me ouviu, pois a taag respondeu ao relato no ‘diário da praça’, não por iniciativa própria, mas pq o diário optou por dar direito de resposta, eu ainda não li, mas alguém foi demitido na sequência do acontecido, não do meu relato, através da própria odisseia. Espero que o serviço melhore consideravelmente, “eu por cá” continuarei a relatar sempre que justifique, não para ser famosa, mas para contribuir para a melhoria.

  26. maria Says:

    ( isto daqui a pouco vira Angonoticias lol😀 )
    aNa, tens q levar o FBaiao a tua casa para comer uns chocolatinhos com a Kianda.😀
    Bibas, casaste com um americano ou com um da UNITA?😀
    Gostei de vos ler.😉

    Xo😉
    Já agora saiu uma noticia em q os voos mais procurados da TAAG ( suponho q Angola se engloba nessa rota ) vão baixar. E parece q em Julho vamos voltar a voar com a “bandeira”.😉
    http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=24510

    E lá vou eu + vezes a Angola😀

  27. engricky Says:

    Eu gostei do matubismo😉 Vem de matubas?
    Está feio por estas bandas. É sempre a mesma coisa quando vêm ao de cima os complexos. Carmaria, é tempo de globalização.
    Beijos e abraços, peace and love, and soy on and soy on q 5ª-feira bazo prá Tuga

  28. Sostrova Says:

    Não tenho nada contra sair do sitio onde se está e viver noutro lado.
    Vivi em angola em 98 e 2000. Tenho um passaporte a dizer que sou portugues. O que para mim não quer dizer pevas.
    O que acontece é que Angola está hoje a importar uma pseudo-elite de portugal que não serve os interesses de Angola. Não serve os interesses de Angola financeiramente porque muita da mais valia, do dinheiro ganho aí, é transferida e investida para a Europa. Não serve os interesses de Angola culturalmente porque na sua esmagadora maioria consomem e mimetizam os modelos culturais tugas — já de si miseráveis sem acrescentar criação e inovação. Não serve os interesses de Angola politicamente porque ao invés de contribuirem com massa critica em relação às instituições, muitas vezes valem-se das fragilidades da organização angolana para poderem aumentar o seu lucro.
    Bibas, amar e explorar são dois verbos dificeis de conjugar juntos… a mim parece-me que quem ama, partilha não explora… É só uma opinião.
    Em relação a “ajuda” entre países, mesmo se tiveres razão quando dizes que todas as ajudas são “pagas” e que “ther’s no free lunch”; continuo a achar que amigo é amigo e que o estado portugues, e os sucessivos governos portugueses não são amigos de Angola. Não me parece que o laço afectivo que falas seja partilhado em termos isntitucionais… E se queres a minha opinião, em Portugal continua a haver fortes complexos de superioridade de ex-colonia em relação a Angola, do “no nosso tempo é que estavam bem”!!! Complexos esses difundidos e propagandeados por uma comunicação social que tem uma dose de nacionalismo completamente absurda.
    Sobre os americanos, não tenho nada contra aquele com quem casaste (muitas felicidades) nem nada contra o povo americano, mas não acho que os americanos sejam amigos de quem quer que seja… vê o que tem sido nos ultimos 60 anos a politica externa dos gringos…
    Xo, claro que todas as generalizações são perigosas. Claro que há gente boa e má em todo o lado. Claro que há gente serie em todos os povos.
    No entanto em relação a Africa, particularmente à Africa lusofona os portugueses têm muito a aprender e devem assumir uma postura de igualdade e não de paternalismo que quase sempre se verifica. Quantos portugueses conheces que chegam a Luanda com a ideia “vamos lá ensinar estes gajos a trabalhar” ao contrário, do “vamos lá ver o que é que tenho a aprender com estes gajos”… Acho que a diferença está aqui…
    Quando a episódios do passado e facturas liquidadas… não posso concordar contigo… acho que varrer para debaixo do tapete não pode ser a solução… há que assumir os erros, e se for caso disso, julgar os criminosos…
    Um exemplo simples: dos milhares que fizeram a guerra colonial, muitos deles, a grande maioria, foram vitimas de um sistema fascista que lhes impos a guerra… mas tambem há alguns criminosos que aproveitaram o cenário de conflito para “soltar a besta assassina”… nunca houve julgamentos sobre os crimes de guerra… estes animais vivem entre nós, recebem pensões pagas por todos, são tratados nos hospitais do estado. Os pides são outro exemplo: nunca nenhum pide foi julgado pelos seus crimes… como é que agora vivemos com esses escletos no armário? Pois com saudosismo do “antigamente é que era”…
    E como argumento final de que a maioria dos portugues é colonialista e saudosista do fascismo, recordo como elegeram no ano passado, num concurso completamente idiota “Salazar” como o maior portugues de sempre….

  29. kianda Says:

    Se a Mariza sonhasse que “por ela” vamos em quase 30 comentários inchava mais ainda !!! Uma “piada” para aliviar o ambiente.
    Mas estou a gostar do debate. Gosto da troca de ideias quando feita com respeito. E acho que o problema está exactamente na generalização, é sempre perigosa. Porque acho que há de tudo, em todo o lado.
    Porquê que vou criticar o Português que vai para Angola ganhar dinheiro sem nenhuma preocupação social pelo País, se eu Angolana estou cá a criar o meu filho e não no meu País a contribuir para o desenvolvimento do mesmo?! Posso levar com uma resposta destas, certo?!
    O que me faz confusão são os “novos angolanos” que batem no peito quando dizem “a minha terra” e de fez em quando no meio da conversa dizem “porque eles ainda … ” isso é que me tira do sério !!!
    Se eu vim para a terra deles à procura do melhor para mim e para o meu filho, aqui vivo e por vezes até critico, porque é que eles não podem ir para a minha fazer o mesmo ??!! Aí concordo com a Bibbas.

  30. Bibbas Says:

    A Mariza afinal é poderosa:) até já gosto mais dela!

  31. Miguel A. Says:

    Nada como 2 dias sem internet para perder uma boa discussão. Este tema volta e meia vem ao de cima, e parece afinal que ainda deveria sem mais discutido, a ver se mandam tudo cá para fora de uma vez por todas.

    1. Sostrova: parabéns pelo bom gosto de ser Barreirense, já somos 2. Só revela que somos pessoas de bom gosto (lol). Mas uma pequena correcção: o Barreiro tem efectivamente muitos Africanos, mas não é de todo a que tem mais. Amadora e o Concelho de Almada têm bastantes mais.

    2. Estou-me nas tintas para os comentários infelizes de neo-colonialismos, que andam cá para sacar, etc etc. Eu apenas vim para trabalhar, nada mais, e para uma empresa 100% angolana. Como se diz por cá, ‘sem makas. Sem espinhas, como se diz por lá.

    3. Também já trabalhei quase 5 anos em Madrid. Felizmente nunca me chatearam por causa da Padeira de Aljubarrota. E gostava muito de ir Vicente Calderon aplaudir o ‘meu’ Atlético de Madrid, e não era ‘só’ para ver o Futre que lá ia.

    4. Acho muito bem que não queiram cá Portugueses que não tragam valor acrescentado, e que venham envolvidos em esquemas. Igualmente para os Chineses (mas quem tem ‘tintins’ para falar dos esquemas e máfias que já se verificam entre estes??; utilizo ‘tintins’ para não dizer tomates, pode haver crianças a ler o espaço da Kianda e não quero ofender ninguém.

    5. Deixem-se de tretas e vamos trabalhar, conviver, beber uns copos e deixarmo-nos de bazofias. Angola é dos Angolanos, Portugal é dos Portugueses, Cuba dos Cubanos e Espanha dos Espanhois; mas que não me ofendam por ter sido contratado por uma empresa Angolana para vir para aqui trabalhar.

    6. Só tenho pena de estar a escrever isto depois do que a Kianda escreveu, porque de facto foi o comentário mais certeiro: uns foram para lá, outros vieram para cá, e depois? qual é o Angolano que não tem uma pessoa da familia em Portugal? ou que vai lá por motivos profissionais? acho que tem ainda alimenta sentimentos destes tem algum complexo interior por resolver, mas pode ser que a próxima geração já não sofra destas coisas.

    Por acaso Portugal retaliou o infeliz episódio do Mantorras e do que se sucedeu no(s) dia(s) seguinte(s)? olhem que aqui a reacção foi bem mais durinha. Se fosse ao contrário, nem quero imaginar. Um Português aqui penteado e a policia Portuguesa começar a agarrar todos os Angolanos ao volante.

    7. Um Beijinho para a aNa e su muchacha, gostei muito de ler o que escreveste.

    8. E façam o favor de ser felizes, yá?

  32. engricky Says:

    Eu… riu-me. Sou mais bolos nestas discussões. Acho q quem despeja as frustações vai continuar a despejá-las (cheínho delas, normalmente) e quem argumenta gasta o seu latim… Mas dêem-lhe q eu gosto😀
    Ah, e tb gosto da Mariza, independentemente da cor, do orgulho q ela tem, do orgulho q tem pela terra onde nasceu, … enfim, gosto da voz.

  33. XO Says:

    Ok Sostrova posso concordar com a análise, porém as novas gerações, na minha opinião, não devem, eternamente, defender-se com os erros do passado (não defendo que se varra p debaixo do tapete), devem sim, não repetir os mesmo erros. Continuo, no entanto, a achar que as facturas estão saldadas, com saldo negativo ou positivo, é discutível.
    Sobre o programa/concurso, lembro-me de ter ficado altamente chocada com o resultado (Maria Elisa, se não me engano), aliás não consegui perceber até hoje a necessidade/objectivo do mesmo e até pelos selecção dos candidatos.
    Claro que há incoerências graves na sociedade portuguesa e não são poucas, mas sobre isso poderemos debater noutro post. Mas penso que não serve de justificação para que uma cantora de fado seja ela branca ou preta, não possa vir a Angola, animar uma data que apenas tenha significado para os portugueses. Como disse não sou apreciadora de fado, nem tão pouco defendo a maneira como a Mariza se impôs no mercado europeu/mundial, eu como africana que sou e sabendo que ela tb o é, senti-me quase que ofendida, mas não posso misturar as questões.
    Normalmente, para os festejos da data da independência de Angola são convidados muitos músicos angolanos para a animar as festas relacionadas com data e acho correctíssimo.
    Quanto ao sentimento de colonizadores de alguns portugueses (e já me deparei com alguns), tento fazer com que mudem de atitude e percebam que todos temos um papel em qq sociedade e que o binómio “ensinar/aprender” é válido em qq ambiente, fomentar a ira não resolve, manda-los embora para a terra deles não os ensina a mudar de atitude, antes pelo contrário.
    Logicamente que brinco imenso com a situação que se vive neste momento pela quantidade de portugueses que cá estão, mas respeito cada um deles e faço-me respeitar, a mim e ao meu povo, como sempre fiz enquanto vivi como estrangeira num país que não é o meu, mas que adoptei.

  34. Sostrova Says:

    Reconheço que exagerei um bocado em relação à Mariza. Mas é que me chateiam as grandes vedetas, e a rapariza foi-se tranformando em grande vedeta… por mérito próprio diga-se!!! Que sei eu de fado para opiniar…
    Sobre os tugas aí tambem acho que são perigosas as generalizações… Mas é que encontro muitos que chegam cá e vêm a dizer mal de tudo o que é Angolano, a falarem de corrupção e de falta de civismo mas que vivem a alimentar os esquemas com gasozas e a promover a selvajaria do salve-se quem puder… Chegam a Lisboa e criticam os modelos africanos mas acabam sempre por voltar, não por afectos mas porque a carteira chama.
    Sobre clubes, sou do Meu Barreirensezinho Querido. Tambem simpatizo com o Atleti, com o Petro e com o Vasco.

  35. Fernando Baião Says:

    Gostei, o meu comentário veio dar ânimo a este blog e fazer sobressair a veia escritora de muitos. Cada um tem a sua opinião, é bonito e democrático, mas muitos comentários são feitos com o coração, uns, outros, com saudosismo. Mas a realidade hoje, com a imigração, seja de tugas, brazucas ou chinocas, é outra. Vai fazer o seu pé de meia. Poucos se interessam pelo bem estar do Povo angolano e muitos, como vocês todos sabem, ainda cospem no prato onde lhe damos de comer. Falam mal dos angolanos, uns em caxexe, outros, sem “verguenza” em voz alta. Só há mistura, com latonas e negras, nas discotecas. No trabalho, ainda dizem, bom dia aos angolanos, mas depois voltam para os seus condomínios fechados e aos fins de semana, vão para as praias bem longe dos indígenas e em caravanas, com medo, não sei de quê?
    É evidente, que há excepções, é evidente que muitos de nós temos famílias em Angola e outros em Portugal, até no Brasil, penso que na terra da Grande Muralha, ainda não existam, apesar de já se começar a ver os “chilocas”, filhos de chinês com angolana negra.
    Quando falei dos mulatos no meu primeiro comentário estava apenas a falar da tal cantora e que deu toda esta troca de opiniões.
    No entanto, não quero deixar, por último, uma mensagem, muita pobreza, trás convulsões sociais e diferenças sociais entre estrangeiros e
    angolanos, pode originar xenofobia
    Kandandu

  36. Miguel A. Says:

    O Sostrova, coitado do nosso Barreirense… ainda joga no D. Manuel de Melo, ou já mudou para o ‘novo’ do Fabril (ex-cuf)?

    Este ano aguentou-se? vi a classificação há umas semanas atrás e aquilo estava a dar mais para os regionais…

    Aqui tenho mesmo de ser saudosita (e falo SÓ de futebol), bons tempos passados lol…

  37. Miguel A. Says:

    ah, para que não reste duvidas da minha ‘costela barreirense’, nasci numa clinica a 100 metros do estádio (numa transversal junto à Foca), vivi no prédio da SPAR (os mais novos já não se lembram, seguramente, há tantos anos que faliu.. e foi com enorme tristeza que há 2 meses, numa das regulares idas ao Barreiro para almoçar com a minha familia (quase sempre no Foca, por coincidência), vi que o Trinitá (café) já tinha fechado…

    Para o Sr. Fernando Baião, e só mesmo para terminar esta boa refrega (gostei deste seu ultimo comentário, nem parece escrito pela mesma pessoa dos anteriores) tenho um defeito terrível:

    Sò trabalho por dinheiro, sabe? e é fundamentalmente porque tenho familia para sustentar, coisa nobre.

    Quanto for grande e rico, vou para bibliotecário, que é o meu sonho, ou para vendedor de livros, só para os poder cheirar, abrir, fechar, ler, reler, as vezes que me apetecer e sem ninguém me chatear a molécula.

  38. maria Says:

    Um dia destes vou ver e ouvir Ana Moura, filha de angolanos do Namibe ( ex- Moçamedes ).

  39. maria castro Says:

    A Mariza é uma cantora do mundo, factura no mundo inteiro, e por sinal há países onde factura muito mais.

    Sabem que nos Estados Unidos foi construído um palco só para ela?

    Sabem que em Londres foi considerada a melhor cantora estrangeira?

    Podia detalhar mais pormenores, mas o melhor que posso dizer é :

    Vem a Luanda porque foi convidada.

    Só vai ver quem quer.

  40. POKEMON Says:

    Carissimos!!! Se ate o 50cent e a escumalha toda do RAP vai cantar a Angola, poque que a Mariza nao pode ir? Os Madredeus ja la estiveram tambem, qual e a polemica? Andam com vontade de brigar? Ouvi dizer que 80% do espetaculo e por convites e, os bilhetes que estavam a venda estao a ser especulados a 4 vezes mais do que o preco original!!! Afinal a rapariga tem muitos apreciadores em Angola. eu pessoalmente nao gosto de fado, mas…rendamo-nos as evidencias.

  41. Anais Says:

    Meu srs e srªs,
    Fico ainda admirada com tamanha raiva ainda do colonialismo.. Pelo q falam parece q foi o ano passado e já se passaram 30 anos, com uma guerra mto mais sangrenta pelo meio, mas disso ninguém fala.. não convém! É bom é acusar! Engraçado que a maioria dos países africanos foi colonizado e da América tb e só aqui a lembrança continua..
    Meus amigos.. evoluam! Sempre agarrados ao passado!.. Hoje em dia toda a gente vai para todo o lado.. trabalhar, pois claro… melhorar de vida. tb.. Os países europeus estão cheios de emigrantes.. e os Africanos/americanos idem.. Qual é a “Maca”? Angola não é diferente nem especial.. há uns anos os Portugueses foram p França.. outros p Venezuela.. estão por todo o mundo.. Os chineses q nem se preocupam em aprender a lingua, cá estão.. Os americanos e sul africanos tb… E esses são os maiores racistas..
    Portugal está cheia de Angolanos… Angola está de Portugueses.. Vão dizer q são mais.. Não sei.. mas tb querem medir o tamanho de um país e de outro?
    Qto à Mariza.. concordo com a Maria Castro.. Ela anda por todo o mundo.. Se ela não viesse a Angola.. é pq não vinha e Angola tb queria e tal.. se vem é pq vem.. Aliás tenho pena q aqui não se organize mais eventos culturais. Pq é q os Angolanos não organizam? Sou casada com um angolano e gostava mto de ter mais eventos destes.. Mas é raro!
    Além disso em todo o mundo há concertos para emigrantes. Os angolanos tb tem em Portugal e noutros lados do mundo e se não têm mais é pq não querem. Oganizem! Achei mto bem a comemoração. Todos os q estão fora precisam dum cheirinho a casa nestas alturas.
    Deixem-se de traumas! Vivemos na aldeia global. É tudo uma troca e pessoas boas e más há-as por todo o planeta, de todas as raças e credos!

  42. migas Says:

    Kiandita!!! Isto faz-me lembrar uma “luta” começada por K, acabada em E, e com INAXIX no meio…😉

    Ora, eu discordo com o discurso “revoltado” do meu querido FBaião mas, penso que ele lá terá as suas razões… E, concordo com a comentadora acima. Acho que aquele foi sobretudo um concerto para emigrantes, uma vez que se festejava o dia de Portugal. Só e apenas. Da mesma forma que acontece noutros países com emigrantes. E, da mesma forma que acontece também em Portugal, com artistas de outras nacionalidades (brasileiros, africanos and so on, and so on…) E, aqui para nós que eu acho que o Tony não te lê, antes a Mariza do que o Tony Carreira. Não?😀

    E, mesmo que não fosse para comemorar a data… Se temos, é porque os artistas vão lá ganhar rios de dinheiro… se não temos, é porque não estão interessados em Angola e nos Angolanos e/ou Portugueses. Oh pá, já não há pachorra!!!

    Quanto ao resto da discussão… estou cansada. Mas mesmo muiiiito cansada dos comentários que continuo a ler/ouvir. Não me apetece justificar mais porque estou em Angola. Da mesma forma que não espero explicações dos emigrantes que trabalham no meu país. E repito, trabalhem… E como é isso que faço em Angola, não alimento mais guerinhas deste género.

    E boas férias para mim Kiandita… Já cá estou.😀

    Beijoooos

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