Ate voas…

Voaste, foste perdendo o medo à medida que o tempo ia passando, ou devo dizer, as notas iam crescendo.

Tava curiosa, confesso, muito curiosa, já experimentaste voar outras vezes, e caíste, e levantaste, é assim, quando se aprende a voar. Por vezes partimos as asas e nunca mais conseguimos voar. Mas tu és teimoso.

E talvez o devas ser. Gostei de te ver voar, porque achei que desta vez, voavas baixinho, e devagarinho, ainda perto de casa, testando aqui e ali, com medo. Um medo, normal, que só tem quem sabe ser humilde. Porque ninguém nasce grande, todos têm que aprender a voar.
Onde o voo te leva, eu não sei, se para as nuvens ou se para aqui bem perto, não sei, mas só saberás assim, voando devagarinho, fortalecendo as asas. Com gente à volta, mas sozinho.

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